As pesquisas divulgadas na véspera do 2º turno mostram o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) separados por 1 a 2 pontos percentuais, dentro da margem de erro. A diferença, se confirmada, repete um padrão raro na história.
2026 pode igualar 2022 como o 2º turno mais apertado desde a redemocratização. A pesquisa Quaest, contratada pela Rede Globo, ouviu 3.702 eleitores entre 23 e 24 de outubro, em cenário estimulado, e apurou 51% dos votos válidos para Flávio contra 49% para Lula.
A margem de erro é de 2 pontos, com 95% de confiança, registro TSE BR-09158/2026.
Como 2026 se compara com o histórico
Desde a redemocratização, o Brasil teve sete segundos turnos presidenciais. As margens variaram de 1,80 ponto, em 2022, a 22,54 pontos, em 2002.
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Lula venceu com folga em 2002 e 2006, contra Serra e Alckmin. Bolsonaro bateu Haddad por mais de 10 pontos em 2018.
Já 2014 (Dilma x Aécio, 3,28 pontos) e 2022 (Lula x Bolsonaro, 1,80 ponto) formam a dupla de disputas mais próximas da série.
Com as pesquisas de 2026 apontando diferença de 1 a 2 pontos, a eleição deste ano caminha para entrar nesse grupo restrito.
O que ainda pode mudar o resultado
A abstenção é a variável que mais preocupa analistas. O 1º turno teve a maior abstenção em 28 anos, segundo o TSE, e o efeito dela no 2º turno é incerto.
Em live promovida pelo Valor neste sábado (24), o jornalista César Felício observou que a aprovação do governo subiu na pesquisa Quaest após o 1º turno.
Para ele, "se a abstenção cair, isso eventualmente pode favorecer Lula". É uma leitura pessoal do jornalista, não um dado fechado.
Nenhuma pesquisa mede com precisão quem vai, de fato, votar amanhã — e é essa lacuna que mantém a disputa em aberto apesar dos números. O número de indecisos também dobrou para 14% a quatro dias da votação, segundo a Quaest.
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Especialistas consultados sobre o impacto dos debates duvidam que eles sejam capazes de mudar votos já consolidados a esta altura da campanha.
O ponto em aberto
Com margem dentro do erro em todas as pesquisas, o resultado de domingo pode depender menos de quem convenceu mais eleitores e mais de quem convenceu os seus a efetivamente votar.
Quanto a abstenção recorde do 1º turno se repete ou diminui no 2º turno é a variável que nenhuma pesquisa consegue medir com precisão.































