O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição em Minas Gerais, defendeu nesta sexta-feira (25) a duplicação de trechos das rodovias BR-262, BR-040 e BR-365, em reunião com empresários da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), na Savassi, em Belo Horizonte.
Recebido pelo presidente da entidade, Cledorvino Belini, Simões respondeu a perguntas sobre seu plano de governo. Disse que, se reeleito, pretende investir na geração de empregos e renda.
Segundo o candidato, a duplicação das rodovias ajudaria a reduzir acidentes e a melhorar o transporte da produção agrícola. Ele afirmou que pretende criar um fundo de infraestrutura com recursos da mineração.
Como ele pretende bancar as obras?
Simões quer negociar com o governo federal para que parte dos R$ 6 bilhões que Minas repassa por ano à União, hoje destinados ao pagamento da dívida estadual de R$ 180 bilhões, vire investimento direto em rodovias federais.
Ele já havia defendido esse mecanismo no início de setembro, especificamente para acelerar a duplicação da BR-262, cujo custo total é estimado em R$ 2,5 bilhões. A proposta depende de autorização da União e ainda não é um acordo fechado.
A BR-262 tem um peso pessoal para o candidato: os pais dele e um irmão morreram em acidentes de carro no mesmo trecho da rodovia.
"Minha proposta é continuar trabalhando para que a gente possa reformar as nossas estradas, mas também para que a gente possa brigar" pela duplicação, disse Simões.
Depois da reunião na Savassi, o candidato seguiu para o Sul de Minas. Cumpriu agenda com produtores e lideranças municipais em Guaxupé e, em Passos, reuniu-se com prefeitos e apoiadores antes de participar de uma caminhada.
O que acontece agora
A duplicação de rodovias federais depende de recursos e autorização de Brasília, e Simões ainda não apresentou um cronograma de obras.
A dívida do estado com a União também é tema de campanha para outros candidatos. Zema promete recalcular a dívida de Minas Gerais se eleito.
Já o candidato ao Senado Carlos Viana defende a renegociação da dívida mineira: o rombo estadual virou argumento recorrente na campanha em Minas.































