O Paraná tem 265 cidades sob alerta vermelho de tempestade nesta quinta-feira (10), o nível mais alto da escala do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso vale das 0h01 às 23h59 e aponta risco de rajadas de vento acima de 100 km/h, granizo e chuva superior a 100 mm ao longo do dia.
O Simepar e a Climatempo também monitoram o fenômeno. As duas instituições classificam o risco de tornado como muito alto no Noroeste do estado, e alto no Oeste e no Sudoeste. No Leste e no Sul, o risco é moderado.
O alerta cobre praticamente todas as regiões paranaenses, da Região Metropolitana de Curitiba ao interior. Estão na lista do Inmet Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Guarapuava, Toledo, Umuarama, Campo Mourão e Francisco Beltrão.
Um dia antes, na quarta-feira (9), o Paraná já havia registrado alerta em todas as suas 399 cidades, no nível laranja. A previsão de ontem era mais fraca, com chuva entre 30 e 60 mm por hora e ventos de 60 a 100 km/h.
A área de risco encolheu de um dia para o outro, mas a força da tempestade aumentou.
O que acontece agora
A Defesa Civil do Paraná projeta a sexta-feira (11) como o dia mais crítico da sequência. Um ciclone extratropical pode levar a acumulados acima de 200 mm em poucas horas, o dobro do que o alerta de hoje já prevê.
Em emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. As recomendações incluem evitar exposição ao ar livre, buscar abrigo, desligar aparelhos elétricos e não atravessar áreas alagadas.
O evento de hoje não é isolado. O Paraná vive uma temporada recorde de tornados no Sul do Brasil em 2026, com as ocorrências de tempestade no estado subindo perto de 20% neste ano.
No fim de agosto, um temporal semelhante já havia deixado uma morte e cinco cidades de Santa Catarina em emergência. O sistema que avança agora sobre o Paraná segue o mesmo padrão.
A combinação de vento forte com queda de granizo é o que mais preocupa os meteorologistas nesta quinta. Rajadas acima de 100 km/h bastam para derrubar árvore e arrancar telhado.
Como o alerta muda entre quinta e sexta
Nesta quinta, o risco vem de rajadas de vento e granizo pontual, ligado a células de tempestade que se formam e se deslocam rápido. Na sexta, o ciclone extratropical muda o padrão para chuva mais contínua, com risco de alagamento generalizado.


























