O Vasco quer levar mais jogos do futebol feminino para São Januário depois do título da Série A2 do Campeonato Brasileiro, conquistado contra o Itabirito diante de mais de 8 mil torcedores. A coordenadora Simone Lourenço disse que o tema já entrou no planejamento.

Segundo o ge, Simone trata a conquista como resultado de uma reconstrução que passou por mudanças na comissão técnica, no elenco e na integração de setores do clube. Ela está no Vasco há cerca de um ano.

"É um trabalho coletivo. Não é só o futebol feminino. A gente tem diretor, tem comunicação, tem marketing, tem comercial, tem comissão técnica, tem atleta. É todo mundo trabalhando junto", disse Simone.

A final contra o Itabirito foi disputada em São Januário depois de remanejamento no calendário. O jogo inicialmente estava previsto para o dia 19, mas mudou por causa de uma partida do time masculino.

O imprevisto de agenda acabou virando argumento esportivo e comercial para o Vasco testar o estádio como casa do feminino.

Simone afirmou que esperava público bem menor na decisão. "Eu esperava umas 3 mil pessoas. Quando eu vi aquilo tudo, eu falei: 'Meu Deus, o que está acontecendo?'", disse a coordenadora.

Por que São Januário entrou no plano?

São Januário entrou no plano porque a final mostrou demanda de torcida acima da previsão inicial. Para Simone Lourenço, a presença de mais de 8 mil pessoas indicou que o futebol feminino pode ocupar o estádio em mais datas.

A coordenadora disse que as conversas para a próxima temporada já começaram. Segundo ela, o planejamento envolve diretoria, CEO, Pedrinho e área comercial, porque o clube precisa viabilizar jogos maiores sem ignorar a realidade financeira.

O debate sobre estádio também conversa com a forma como clubes e ligas buscam novos produtos no futebol. O Rio, por exemplo, já testou o Maracanã como vitrine global em outro evento esportivo de grande porte.

O que acontece agora

O Vasco vai definir no planejamento da próxima temporada quais jogos do feminino podem ir para São Januário. A tendência depende de calendário, operação, custo e disponibilidade do estádio em datas que também atendem ao time masculino.

O título da A2 recoloca o clube na prateleira principal do futebol feminino nacional. No masculino, a discussão de calendário também afeta a temporada, como mostrou a nova grade em que a CBF reduziu jogos à noite.

O próximo desafio do Vasco será transformar o público da final em rotina. Outros clubes brasileiros também discutem estrutura e elenco, enquanto o Cruzeiro, por exemplo, apoia corte de estrangeiros no futebol masculino.