Um levantamento do DIAP mostra que 448 dos 513 deputados federais, 87,32% da Câmara, vão tentar se reeleger em 2026. É o maior índice de recandidatura desde 1990, superando os 86,94% registrados em 2022, quando 446 deputados tentaram continuar no cargo.
A série histórica do DIAP mostra a curva subindo. Foram 86,16% em 2010, 79,33% em 2014, 75,43% em 2018 e 86,94% em 2022, até chegar aos 87,32% de agora. Cerca de 65 deputados decidiram não disputar um novo mandato.
Quem tenta se reeleger larga na frente. Mais de 65% dos deputados que disputaram um novo mandato venceram em 2022.
No Senado, a matemática é bem mais dura. A taxa de sucesso de quem tentou reeleição foi de 25% em 2018 e caiu para 18,51% em 2022.
Por que tantos deputados tentam ficar
O DIAP aponta três motivos para o recorde. Entre eles, a disputa presidencial acirrada, regras que já favorecem quem já está no cargo, e o acesso a recursos que só o mandato garante.
Entre esses recursos estão as emendas parlamentares, que somaram R$ 26,6 bilhões, além da verba de gabinete e do fundo eleitoral.
Quanto a Câmara realmente muda a cada eleição
Desde 1990, a Câmara renova em média 49% das cadeiras a cada eleição. Em 2022, a renovação ficou abaixo da média, em 46,33%.
Recandidatura recorde tende a apertar ainda mais essa conta em 2026.
Uma simulação do DIAP repetindo o desempenho de 2022 mostra que, em média, apenas seis partidos atingiriam sozinhos o quociente eleitoral em cada estado. Os demais dependeriam de coligação ou federação para garantir vaga.
O que fica em aberto para o eleitor
A vantagem do mandato é maior na Câmara do que no Senado, mas em nenhuma das duas casas ela é garantia. Quase um terço dos deputados que tentam reeleição perde, e no Senado a maioria perde.
O tamanho da recandidatura de 2026 já é conhecido antes da eleição. Quanto dela vira mandato novo só o resultado de outubro vai dizer.


























