O comitê de campanha de Patrus Ananias (PT) rebateu nesta terça-feira (15) uma crítica do candidato Alexandre Kalil (PDT), que havia chamado de "delírio" a posição de Patrus sobre a dívida de Minas Gerais com a União, hoje em R$ 200 bilhões.
"Patrus sempre honrou suas contas e não deve nada a ninguém", disse o comitê do candidato, em nota.
A crítica de Kalil respondia à fala de Patrus, três dias antes, priorizando a "dívida social" do estado. O comitê petista esclareceu que ele pretende renegociar a dívida, não deixar de pagá-la, e lembrou que 85% do valor é devido à União.
A resposta mira a vida pessoal do rival. Kalil tem uma dívida de R$ 20,3 mil em IPTU com a Prefeitura de Belo Horizonte, hoje cobrada na Justiça, e já reconheceu publicamente o débito.
Os dois concordam em renegociar a dívida bilionária do estado; a disputa real é sobre quem tem autoridade moral para cobrar o outro.
A farpa que vem da mesma sabatina
A crítica original de Kalil também apareceu na série de sabatinas do O TEMPO com os candidatos ao governo de Minas. Na mesma entrevista, Kalil chamou Minas de "estado RH" e defendeu renegociar o passivo do estado.
A dívida não é o único ponto fiscal em disputa na campanha. Simões já questionou Cleitinho sobre como pagaria a saúde pública sem cobrar IPVA, numa farpa parecida sobre as contas do estado.
O que acontece agora
Os candidatos ao governo de Minas seguem em agenda de sabatinas e entrevistas até a eleição, marcada para 4 de outubro, em turno único. Nesta quarta (16), é a vez de Mateus Simões ser sabatinado, sem a presença de Cleitinho.







































