A disputa pelo governo do Pará chega a um empate técnico entre Dr. Daniel (Podemos) e a governadora Hana Ghassan (MDB). Pesquisa Quaest, contratada pela TV Liberal e divulgada neste sábado (29), mostra 28% contra 27% das intenções de voto no primeiro turno em cenário estimulado, diferença dentro da margem de erro de três pontos.
Em simulação de segundo turno, os dois aparecem empatados em 36% cada, com 20% de indecisos. A pesquisa ouviu 804 pessoas entre 25 e 28 de agosto, com 95% de confiança, e está registrada no TSE sob o número PA-07718/2026.
O cenário muda de figura conforme o instituto.
Uma pesquisa da AtlasIntel, contratada pelo próprio instituto e divulgada nove dias antes, em 20 de agosto, apontava Hana Ghassan com 48,6% contra 40,5% de Dr. Daniel em cenário estimulado — vantagem de 8,1 pontos, fora da margem de erro daquele levantamento.
A diferença entre os dois institutos é maior do que a margem de erro de cada um isoladamente.
A AtlasIntel ouviu 1.200 pessoas entre 14 e 19 de agosto, também com margem de três pontos e 95% de confiança, registrada no TSE sob o número PA-04533/2026.
O aperto não é novidade de agosto. Pesquisas Quaest anteriores, ao longo do ano, já mostravam a disputa embolada e a maioria dos eleitores paraenses indecisa. É o mesmo tipo de empate técnico que a Quaest registrou em Minas Gerais nesta mesma semana.
A corrida pela segunda vaga ao Senado tem outro perfil. Helder Barbalho (MDB) deixou o governo do Pará em abril para concorrer e aparece à frente nas pesquisas Quaest divulgadas neste ano, com folga maior do que qualquer candidato tem hoje na disputa pelo governo.
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A mesma Quaest também mediu a força de Flávio Bolsonaro em outros quatro estados na mesma rodada de agosto. No Pará, avaliou ainda a gestão de Hana Ghassan: 51% aprovam, 22% desaprovam.
Onze candidatos disputam o governo paraense, segundo o TSE. O patrimônio declarado por eles varia de zero a R$ 4,7 milhões.
O ponto em aberto
Institutos diferentes, coletados na mesma quinzena, chegaram a cenários que não se sobrepõem: um empate dentro da margem, outro com vantagem de oito pontos fora dela. Faltam pouco mais de um mês para o 1º turno, e o Pará segue sem retrato único.


























