A Connecta Minas, primeira feira de food service de Minas Gerais, começou nesta quarta-feira (9) no BeFly Minascentro, em Belo Horizonte, e segue até sexta-feira (11). O evento reúne mais de 30 expositores e projeta R$ 50 milhões em negócios entre indústrias, fornecedores e donos de bares e restaurantes.
A feira é fechada ao consumidor final. "É uma feira de negócios, não é uma feira para o varejo, para o consumidor final", afirma a idealizadora do evento, Miriam Cerutti. Ela promove há dez anos o festival Cachaça Gourmet e escreveu livros sobre coquetelaria brasileira.
Belo Horizonte é a capital dos bares, é a cidade criativa da gastronomia.
A frase de Cerutti resume o argumento por trás da feira. O setor de food service movimenta R$ 47,3 bilhões por ano em Minas Gerais, com 501 mil empregos diretos gerados em 160 mil empresas do estado, segundo dados apresentados no evento.
A capital mineira concentra parte relevante disso. Belo Horizonte tem 25 mil empresas do setor, com 147 mil empregos diretos e R$ 5,4 bilhões em movimentação anual.
O que a feira reúne
A programação combina palestras e debates para empresários com atrações abertas, como o Cozinha Show, e a Feira da Agricultura Familiar da Emater-MG. A feira da Emater conecta quem planta diretamente a quem cozinha, sem atravessador entre o produtor rural e o restaurante.
A presidente da Abrasel-MG, Karla Rocha, defende a feira como oportunidade de gestão. "O empresário precisa sair um pouquinho da sua operação", diz. Segundo ela, o encontro serve para buscar "não só tecnologia, mas parceiros também para a gente falar no bolso".
Entre os expositores está a Zavu, aplicativo de experiências para o setor. "A nossa expectativa é alta: fazer novos negócios, conquistar parceiros e encontrar novas oportunidades aqui na feira", diz Kerolyne Salvo, diretora de marketing da empresa.
Ela projeta crescimento de 15% a 20% em parcerias a partir do evento.
Do lado da produção, o cafeicultor Cristian Ribeiro, da torrefação Café Itapecerica, e a empresária Meire Ribeiro, fundadora da Sabarabuçu, representam o outro elo. Meire já atende uma média de 50 bares e restaurantes em Belo Horizonte e busca ampliar a carteira na feira.
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Em porte, a Connecta Minas ainda é pequena perto de feiras de negócio consolidadas. A Expointer fechou 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios, mais de cem vezes a projeção da estreia mineira.
A diferença de escala mostra o desafio de uma feira setorial na primeira edição, ainda sem o histórico que sustenta encontros maiores.
A aposta de Cerutti é a mesma que já move a cena de bares da capital. Belo Horizonte foi tema recente da nossa cobertura sobre o Mercado da Boca, reduto de bares tradicionais que também sente a pressão de custos do setor.
O que acontece agora
A Connecta Minas segue aberta a empresários do setor até sexta-feira (11), das 14h às 22h, no BeFly Minascentro.
A Feira da Agricultura Familiar da Emater-MG, órgão que também abriu concurso com 120 vagas em agosto, funciona nos mesmos dias e horários dentro do evento.


























