Um malware infectou pelo menos 90 lojas virtuais brasileiras que usam a plataforma Magento e está trocando o QR Code do Pix no momento do pagamento, sem nenhum aviso visual ao cliente. A fraude foi descoberta pelo pesquisador independente eremit4 e confirmada pela empresa de segurança Kaspersky.
O código malicioso substitui o QR Code e o Pix Copia e Cola verdadeiros por versões fraudulentas assim que o cliente fecha a compra. O dinheiro vai direto para contas dos criminosos.
Como o golpe funciona dentro da loja?
O malware age dentro do próprio site da loja, não no computador do cliente. Ele intercepta o pagamento no checkout e troca o código de cobrança pelo dos criminosos; se a compra for no cartão, também copia os dados para clonagem posterior.
O golpe não deixa rastro na tela do celular. O aplicativo do banco mostra tudo normal, e só o destino do dinheiro muda.
Fabio Assolini, diretor de pesquisa da Kaspersky na América Latina, avalia que a infecção estar no site da loja, e não no aparelho do cliente, amplia o potencial de estrago do golpe.
Ele também nota que os criminosos conhecem o limite de transferências rastreáveis pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central.
As lojas atingidas atuam em setores como óticas, autopeças, moda e arrecadação de doações, segundo o levantamento. Ao todo, já são 90 lojas virtuais identificadas, número que pode crescer conforme a Kaspersky avança na investigação.
O que fazer para não cair no golpe?
Antes de confirmar qualquer Pix numa loja virtual, o consumidor deve conferir o nome e o CNPJ de quem vai receber o pagamento na tela do próprio banco. Usar cartão virtual temporário para compras on-line também reduz o risco em caso de clonagem.
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Quem perceber o desvio deve agir rápido e pedir à instituição financeira o MED, mecanismo que tenta bloquear e devolver valores transferidos por fraude. Lojistas que usam Magento devem manter a plataforma atualizada e monitorar o site com regularidade.
O pesquisador que descobriu o esquema chamou a campanha de novo Magecart brasileiro, em referência a uma modalidade de fraude em lojas virtuais já conhecida no exterior.
A diferença é que agora o alvo não é mais só o cartão de crédito, mas também o Pix, meio de pagamento que não existia quando o golpe Magecart original surgiu.


























