Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) venceram a disputa pelo Senado de São Paulo neste domingo (4), com 39,69% e 29,35% dos votos, segundo o Poder360. Simone Tebet e Marina Silva, da chapa de Lula, somaram 19,14% e 18,04%.
A diferença de cerca de 10 pontos entre o 2º e o 3º colocados mostra a vantagem que a chapa de direita abriu sobre a dupla ligada a Lula.
A disputa foi uma das mais acirradas da eleição paulista e ficou em aberto até os últimos dias, segundo o g1. Derrite e Prado tinham o apoio do governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Marina e Tebet buscaram vincular a candidatura ao governo federal e à reconstrução da base de Lula no Congresso. Nos cinco levantamentos da Quaest encomendados pela Globo ao longo da campanha, Derrite liderou a maioria das vezes.
Já no Datafolha, Marina Silva apareceu à frente na maior parte dos levantamentos feitos durante a campanha. Derrite só apareceu em primeiro lugar no levantamento de véspera, divulgado no sábado (3).
A guinada que uniu a direita paulista
A vitória só se consolidou depois que o deputado federal Ricardo Salles (Novo) desistiu da própria candidatura ao Senado, seis dias antes da eleição, e declarou apoio a Derrite e Prado ao lado do governador Tarcísio de Freitas.
Salles vinha em rota de colisão com Prado, a quem chamou de “filhote” e “pupilo” de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Ele chegou a ser multado pelo TRE-SP por um vídeo contra o rival.
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Uma pesquisa Datafolha de 24 de setembro mostrava os quatro principais candidatos embolados, com Salles isolado na última posição entre os cinco nomes.
A gente tem o Ricardo Salles, que tinha toda a legitimidade para continuar na sua caminhada, tem trajetória, tem bagagem, tem história, dando um passo ao lado para nos ajudar, para somar. Então esse momento é o momento de somar, não é o momento de dividir.
A frase é do governador reeleito Tarcísio de Freitas, que apareceu ao lado de Salles no anúncio da desistência. A união do campo conservador em dois nomes, e não três, ajuda a explicar a distância que a dupla abriu na reta final.
Derrite e Prado também faltaram, horas antes, ao último debate entre os candidatos ao Senado, promovido pela primeira vez pelo g1. Participaram apenas Marina, Tebet, Geraldo Rufino (Podemos) e Soninha Francine (Cidadania).
Quem eram os adversários e o que muda no Senado
Tebet e Marina disputam ao lado do PT desde que Eduardo Bolsonaro deixou a chapa ao Senado de São Paulo, em julho. Derrite e Prado assumem as vagas hoje ocupadas por Giordano (Podemos) e por Mara Gabrilli (PSD), que não disputaram a reeleição.
Giordano é suplente de Major Olímpio, morto em março de 2021. Derrite, 41 anos, foi secretário de Segurança Pública de São Paulo entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, quando se licenciou para relatar na Câmara o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.
Os dois senadores eleitos tomam posse em fevereiro de 2027, ao lado do terceiro nome da bancada paulista, Marcos Pontes, cujo mandato vai até 2031.





























