Patrus Ananias (PT) não vai ao segundo turno da disputa pelo governo de Minas Gerais. Com 89,36% das urnas apuradas neste domingo (4), ele teve 26,19% dos votos válidos, contra 55,23% do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), eleito no primeiro turno, segundo o jornal O Tempo.
O resultado é o melhor do PT numa disputa estadual em Minas desde 2014, quando Fernando Pimentel venceu. Antes disso, o partido nunca tinha chegado ao segundo turno no estado. Em 2018, Pimentel buscou a reeleição e ficou em terceiro lugar.
A assessoria de Patrus informou que ele não daria declarações sobre o resultado.
Patrus não era a 1ª opção de Lula: o presidente tentou antes o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que recusou, e cogitou a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, rejeitada pelo partido. Ainda assim, foi o melhor patamar do PT no estado desde 2014.
A candidatura também tem uma razão pessoal
Aos 74 anos, Patrus é deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte. A decisão de disputar o governo também atende a um pedido da mulher, Vera Maria Victer Ananias, morta em 2023.
Antes de morrer, ela lhe pediu que fosse "um político à altura da sua competência".
Na campanha, defendeu que o estado pague aos professores o piso salarial nacional integral, hoje em R$ 5.130,63 para 40 horas semanais, mesmo a quem cumpre jornada de 24 horas, hoje remunerada de forma proporcional, em R$ 3.078,50.
Também recebeu a companhia de Lula numa caminhada de campanha em Juiz de Fora.
A diferença de 29 pontos percentuais para Cleitinho reflete a força da onda de direita no estado em 2026, mesmo com o PT melhorando sua própria marca histórica.
Cleitinho assume o governo de Minas em janeiro de 2027.
































