Os cinco deputados federais mais votados do Brasil em 2026 somam juntos quase 9 milhões de votos, para apenas 5 das 513 cadeiras da Câmara. Três são do PL e dois do PSOL, mostrando que o fenômeno atravessa o espectro político.
Nikolas Ferreira (PL-MG) lidera com 3.119.318 votos, 24,7% do eleitorado de Minas Gerais. Lucas Pavanato (PL-SP) vem logo atrás, com 3.038.438 votos, 11,5% dos eleitores paulistas.

Érika Hilton (PSOL-SP) teve 1.596.472 votos, 5,9% do eleitorado de São Paulo. André Fernandes (PL-CE) foi o mais votado do Ceará, com 684.372, e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi reeleita com 583.107.
Juntos, os cinco somaram 9.021.707 votos, equivalente a quase 6% dos 158.745.463 eleitores aptos a votar no país em 2026, segundo o TSE.
Por que tanta concentração em tão poucos nomes
O fenômeno atravessa o espectro ideológico. Do lado do PL, Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato construíram audiência própria nas redes sociais antes de disputar o cargo, e André Fernandes seguiu caminho parecido no Ceará.
Os três ajudaram o partido a eleger a maior bancada da Câmara desde a Constituição de 1988.
Do lado do PSOL, Érika Hilton e Sâmia Bomfim consolidaram base de eleitores fiéis ao longo de mandatos anteriores como vereadoras, um processo mais lento, mas também construído fora da máquina tradicional do partido.
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A força individual das duas contrasta com o recorde de 109 deputadas eleitas, ainda minoria entre os 513.
O que essa concentração diz sobre a nova Câmara
No sistema proporcional brasileiro, o resultado da legenda importa tanto quanto o voto individual: um nome muito votado ajuda a eleger companheiros de chapa com votação bem menor, porque as cadeiras são distribuídas pelo total de votos da coligação.
A concentração de milhões de votos em cinco nomes levanta uma pergunta sobre a nova Câmara. Quantos dos outros 508 deputados devem a cadeira menos ao próprio nome e mais à puxada de voto de quem está no topo dessa lista?





























