Nenhum candidato que terminou o 1º turno presidencial em segundo lugar já venceu o 2º turno no Brasil. A regra vale para as sete disputas desde 1989. Neste ano, Lula (PT) tenta o inédito contra Flávio Bolsonaro (PL), que lidera com 47,03% a 45,16%.
A vantagem de Flávio equivale a 2,2 milhões de votos. Lula também perdeu 3,4 milhões de votos em relação ao primeiro turno de 2022, quando ficou à frente do então presidente Jair Bolsonaro.
Na segunda-feira (5), Lula convocou aliados a buscar apoio entre os 33,4 milhões de eleitores que não votaram na primeira rodada, parcela maior que a abstenção recorde que marcou este 1º turno.
O que mostra a série histórica
Em nenhuma das sete disputas com 2º turno desde 1989 o 2º colocado inicial venceu a eleição. Quem liderou o 1º turno sempre confirmou a vitória, de Collor em 1989 ao resultado mais apertado da série, em 2022, com 50,9% contra 49,1%.
Os dois casos mais parecidos com o atual mostram o tamanho do desafio. Em 1989, Lula estava 13,3 pontos atrás de Collor no 1º turno e cresceu 29,8 pontos até o 2º turno, mas ainda perdeu por 6 pontos.
Em 2018, Fernando Haddad, que substituiu Lula candidato preso menos de um mês antes da votação, saiu 16,75 pontos atrás de Jair Bolsonaro e terminou a dez pontos de distância.
A margem de vitória de quem lidera encolheu a cada eleição mais recente, caindo de 61,3% em 2002 para 50,9% em 2022, sinal de disputas cada vez mais acirradas, mesmo sem reversão.
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Nos estados, a virada é rara, mas já aconteceu
Para governador, a virada já ocorreu, mas é minoria. A CNN Brasil contabiliza 107 segundos turnos estaduais desde 1990: 30 tiveram virada, 28% do total. O Poder360, em levantamento próprio, chega a 94 disputas com 29 viradas (30,9%).
O caso mais citado é o de Minas Gerais em 1994: Hélio Costa (PP) liderou o 1º turno com 48,3% dos votos e caiu para 41,35% no 2º turno, derrotado por Eduardo Azeredo (PSDB), que fechou com 58,65%.
Em Santa Catarina e Rondônia, ambos em 2018, Carlos Moisés e o coronel Marcos Rocha também viraram eleições que pareciam decididas.
Nove estados nunca tiveram virada para governador: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Tocantins.
O que acontece agora
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro acontece em 25 de outubro. Até lá, o calendário inclui ao menos um debate entre os dois candidatos, que ambas as campanhas tratam como decisivo para tentar atrair o eleitor que ficou em casa no primeiro turno.





























