O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial no domingo (16), com uma dívida de R$ 17,3 bilhões, e já fechou ao menos cinco lojas em Belo Horizonte. A rede vai fechar quase 300 lojas e demitir cerca de 3 mil funcionários em todo o país.
Do total da dívida, R$ 16,4 bilhões são débitos com credores quirografários, R$ 754 milhões com credores trabalhistas e R$ 154 milhões com micro e pequenas empresas.
O pedido foi protocolado na 2ª Vara de Falências de São Paulo. Ao todo, dez empresas do grupo entraram no processo, incluindo Ponto Frio, Extra.com e Bartira.
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia atribuiu a crise a um "ambiente macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados, restrição de crédito e aumento de custos financeiros".
O que aconteceu em Belo Horizonte
Na capital mineira, fecharam o Ponto Frio do Minas Shopping e as unidades da Casas Bahia e do Ponto Frio no Del Rey, todas em 14 de agosto.
Outras duas lojas estão em processo de fechamento, segundo o Sindicato dos Comerciários de Belo Horizonte.
"Ficamos preocupados, porque a Casas Bahia tem empregos mais qualificados e com uma remuneração melhor", disse o presidente do sindicato, João Periard.
Até a publicação desta matéria, a entidade ainda apurava quantas pessoas foram demitidas na cidade.
A resposta da empresa
"A estratégia daqui em diante é operar uma companhia menor, mais seletiva e concentrada nas atividades capazes de gerar retorno e caixa", afirmou o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin.
A TV Sim Brasil já mostrou por que o varejo brasileiro vive uma onda recorde de recuperação judicial.
No fim de semana anterior ao pedido, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo já havia contabilizado 1,9 mil demissões em dois dias.


























