O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) encerra nesta sexta-feira (21) o prazo para recurso contra o resultado preliminar da prova objetiva do concurso de soldado, que oferece 321 vagas. O gabarito definitivo e as notas foram divulgados no site do Idecan, e o resultado definitivo da prova sai em 8 de setembro.

A decisão está no Ato nº 13.247/2026, assinado pelo tenente-coronel Eros Erich Pinto Coelho Alonso, chefe do Centro de Seleção e Exames da Academia de Bombeiros Militar.

"O prazo para interposição de recurso contra o resultado preliminar da prova objetiva observará o disposto no item 13 do Edital nº 10/2026, que ocorrerá em 20 e 21/08/2026", diz o ato.

A prova foi aplicada em 26 de julho, um domingo, das 13h às 17h. Segundo o Edital nº 10/2026, publicado em 16 de março, são 320 vagas de ampla concorrência para o Curso de Formação de Soldados de 2027.

A vaga restante é reservada a uma candidata grávida do certame anterior, que entra a partir da segunda fase. Pelo edital, 867 candidatos serão convocados para o teste físico, cerca de 2,7 para cada vaga.

O ciclo anterior ainda corria em junho deste ano. Em 3 de junho, a corporação nomeou candidatos remanescentes do CFSd BM 2025, regido pelo Edital nº 13/2024, para 37 vagas.

O que caiu na prova e quanto cada matéria pesou

A prova objetiva teve 50 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada e 2 pontos por acerto, num total de 100 pontos.

Quatro blocos valeram 20 pontos, com 10 questões cada: Língua Portuguesa, Ciências Naturais, Ciências Humanas e Noções de Direitos Humanos e Legislação. Raciocínio Lógico e Matemático e Proteção e Defesa Civil ficaram com 5 questões cada.

A régua de aprovação tem duas travas. É preciso somar pelo menos 50% do total e acertar no mínimo uma questão em cada um dos seis conteúdos. Zerar um bloco elimina, ainda que a nota geral seja alta.

Nem todo mundo pode disputar. O cargo de soldado do CBMMG exige titulação de nível superior até a matrícula e idade máxima de 30 anos na inscrição.

A altura mínima é de 1,60 m para homens e 1,55 m para mulheres, exigência que o próprio edital fundamenta no Tema 1424 de repercussão geral do Supremo Tribunal Federal. Também são pedidas CNH categoria B e aprovação em avaliação psicológica e toxicológica.

Como se preparar para o teste físico

Quem passar tem pouco mais de três semanas até a segunda fase. O Ato nº 12.098/2026 fixou o Teste de Capacitação Física (TCF) entre 14 e 23 de setembro, com resultado preliminar em 29 de setembro e recursos em 30 de setembro e 1º de outubro.

O TCF é aplicado em um único dia e tem cinco provas, nesta ordem: corrida de 2.400 metros, flexão abdominal em 60 segundos, força de membros superiores, agilidade no shuttle-run de 9,14 metros e 50 metros de nado livre.

Na força, os homens fazem barra fixa e as mulheres, flexão estática na barra. Cada teste vale até 20 pontos, e a média multiplicada por 2,5 dá a nota final, de até 50.

A trava é individual. Quem não atingir 60% do valor de cada teste está eliminado, mesmo com desempenho alto nos demais.

Pela tabela do edital, a nota máxima pede 15 barras ou 28 segundos de flexão estática, 67 abdominais para homens e 65 para mulheres, e os 2.400 metros em até 8min44s (homens) ou 10min45s (mulheres).

Um detalhe elimina por vício de forma. O candidato só entra no teste com uma avaliação clínica assinada por médico, emitida com no máximo 30 dias de antecedência, no modelo do Anexo IV do edital.

Aprovado e convocado, o soldado de 2ª classe recebe R$ 4.562,30 durante o curso, além de auxílio-alimentação e abono fardamento. Formado, como soldado de 1ª classe, a remuneração básica inicial vai a R$ 5.332,60.

O curso começa em 12 de abril de 2027, dura ao menos oito meses e é em tempo integral, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O resultado final e a convocação para matrícula estão previstos para 31 de março de 2027.

A janela apertada entre a convocação e o teste

O calendário deixa seis dias entre a convocação para a segunda fase, em 8 de setembro, e o primeiro dia da janela do TCF, em 14 de setembro. Nesse intervalo o candidato precisa marcar consulta, conseguir o atestado e se deslocar até o local do teste, que só sai no ato convocatório. Deixar o exame clínico para setembro é o tipo de atraso que custa vaga por papel.