Granit Xhaka admitiu nesta segunda-feira (21) que usou um certificado falso de vacinação contra Covid durante a pandemia e ficará fora da seleção suíça. Segundo a Folha, a equipe terá de disputar quatro partidas da Liga das Nações sem o capitão.
O meio-campista de 33 anos publicou a admissão nas redes sociais. Ele afirmou que apresentou o documento falsificado para evitar a vacinação obrigatória durante a crise sanitária.
"Hoje vejo claramente que fiz a escolha errada. Foi um erro. Sinto muito", escreveu Xhaka, segundo a Folha. O jogador acrescentou que está cooperando com as autoridades competentes.
A Promotoria de Lucerna investiga o caso, de acordo com a imprensa suíça citada pela Folha. O Metrópoles informou que o Ministério Público apura suposta obtenção fraudulenta de falsa certificação e/ou falsificação de documentos.
Por que Xhaka foi afastado da seleção?
Xhaka foi afastado da seleção porque a Associação Suíça de Futebol decidiu, em comum acordo com o jogador, tirá-lo da próxima concentração após a declaração sobre a situação vacinal. A entidade disse que quer acalmar o ambiente antes dos jogos da Liga das Nações.
"Após sua declaração pessoal sobre sua situação vacinal, Granit Xhaka não participará da próxima concentração da seleção masculina", informou a federação suíça, conforme a Folha.
O presidente da entidade, Peter Knabel, disse que vê de forma positiva a disposição do atleta de esclarecer o episódio. Ele também afirmou que a prioridade da seleção é se concentrar na equipe e nos próximos jogos.
O caso atualiza um desdobramento já acompanhado pelo portal, quando Xhaka ainda era tratado como investigado no caso do certificado. Agora, a diferença é a admissão pública do jogador e a decisão esportiva tomada pela seleção.
O que acontece agora
A Suíça joga fora de casa contra a Macedônia do Norte no sábado e enfrenta a Escócia em 29 de setembro. Depois, recebe Eslovênia e Macedônia do Norte em Lucerna nos dias 3 e 6 de outubro.
Segundo o Metrópoles, Xhaka deve ser julgado em outubro. A reportagem informa que a lei suíça prevê pena que pode chegar a cinco anos de prisão, mas que a ausência de antecedentes pode levar a uma multa.
A Associação Suíça informou que vai reavaliar a situação ao fim da Data Fifa. Até lá, o capitão fica fora do grupo, e o caso segue em duas frentes: a investigação das autoridades e a gestão interna da seleção.






























