Belchior, cantor e compositor cearense morto em 2017 aos 70 anos, atravessa um período de renovado interesse por sua obra. Nesta segunda (26/10), quando completaria 80 anos, é homenageado com documentário na Mostra de SP e o lançamento de dois livros.
A movimentação se soma a uma série de TV lançada em agosto e a um longa-metragem que chega aos cinemas em dezembro. Há ainda um terceiro projeto em preparação, dedicado aos dez anos em que o músico se afastou da vida pública.
O que é o documentário que estreia na Mostra de SP?
É "Alucinação", dirigido por Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, com sessão às 18h no CineSesc. O filme passou pelo Festival do Rio e parte do disco homônimo de 1976, que completa 50 anos.
A obra dispensa a estrutura convencional de biografia musical. Os diretores tocam, na íntegra e na ordem original, as dez faixas do álbum, acompanhadas de imagens de arquivo do Brasil dos anos 1970.
O resultado é um retrato de época, em que as canções dialogam com cenas de pobreza, migração, desigualdade social e transformações de comportamento durante a ditadura militar.
"Eu comecei a ouvir esse disco obsessivamente e fui percebendo que o roteiro já estava pronto dentro desse disco", afirma Renato Terra, também diretor de "Uma Noite em 67".
Para ele, o filme registra o confronto entre uma juventude que buscava mudar o país e as forças conservadoras que resistiam. Em "Como Nossos Pais", o disco constata a derrota das utopias juvenis.
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O que mais está sendo lançado sobre Belchior?
No mesmo dia, chega às livrarias "Belchior: Alucinação", de Renato Terra e Rodrigo Salgado, pela Cobogó. A segunda edição de "Viver É Melhor Que Sonhar", de Chris Fuscaldo e Marcelo Bortoloti, também é relançada, com foco na última década do artista.
Em agosto, estreou no Globoplay a minissérie de ficção "Alucinação", com quatro episódios dirigidos por Eduardo Albergaria.
Em dezembro, chega aos cinemas o longa "Viver É Melhor Que Sonhar", do mesmo diretor, sobre os dez anos em que Belchior abandonou a fama e sumiu pelo Uruguai e pelo sul do Brasil.
O que acontece agora
Albergaria ainda prepara um terceiro projeto, a série documental "Procurando Belchior", com entrevistas feitas no Ceará, no Uruguai e no Rio Grande do Sul sobre o período de desaparecimento do artista.
O interesse por Belchior ecoa o de outro ícone da MPB que completou 80 anos em 2026, João Bosco. A Mostra de Cinema de São Paulo chega aos 50 anos com 380 filmes na programação.































