A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, disse neste sábado (10) que um eventual governo do candidato não vai reduzir programas sociais, e que o corte de cerca de R$ 200 bilhões prometido mirará "regalias em Brasília".

A declaração foi dada durante um encontro com mulheres que apoiam Flávio, no Rio de Janeiro. Participaram a vice-governadora eleita do estado, Fernanda Louback (PL), e Mariana Ruas, mulher do governador eleito Douglas Ruas (PL).

Segundo Daniella, as medidas atingiriam gastos com assessores, estruturas administrativas, veículos e voos. Não afetariam aposentados, trabalhadores ou beneficiários do Bolsa Família, segundo ela.

Ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella entrou para a equipe de campanha de Flávio em junho, como coordenadora econômica.

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Também neste sábado, Lula publicou um vídeo questionando o valor do corte prometido por Flávio.

De onde você vai cortar R$ 250 bilhões com o tesouraço?

perguntou o presidente, citando valor diferente do usado pela campanha de Flávio. Lula questionou se o corte atingirá aposentados e trabalhadores, ou banqueiros.

A campanha de Flávio fala em R$ 200 bilhões; Lula, no vídeo, citou R$ 250 bilhões. Nenhum dos dois lados detalhou, item por item, onde a conta vai fechar.

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O ajuste já havia sido criticado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que o chamou de 'ilusão barata e vazia' que o mercado tem comprado. Segundo ele, Flávio não apresentou detalhes de como pretende executar o corte.

A disputa pelo Orçamento também apareceu na propaganda eleitoral: Lula já havia atacado os cortes no horário eleitoral desta semana.

O que acontece agora

Nem a campanha de Flávio nem o governo Lula detalharam, até agora, item por item, onde exatamente o corte prometido recairia. A cobrança por esse detalhamento deve seguir até o 2º turno, em 25 de outubro.