Clubes de leitura viraram tendência nas redes sociais e têm aumentado a quantidade de livros lidos pelo brasileiro. A hashtag #clubedolivro cresceu 1.800% no Brasil em três meses no TikTok, que também soma 3,4 milhões de vídeos com "book club".

Levantamento da Câmara Brasileira do Livro mostra que os clubes de leitura cresceram 35% na última década.

De onde vêm os clubes de leitura

Os clubes não são invenção das redes sociais.

"Os clubes de leitura têm origem nos séculos XVII e XVIII, na França, em que aristocratas se reuniam em salões literários para debater obras e ideias", relembra a influenciadora Daisy Gouvea, 66, criadora do "Clube de Leitura da Daisy".

"Num conceito mais moderno, os clubes buscam a socialização e conexão", completa Daisy. Segundo ela, os encontros ajudam a evitar o abandono do livro no meio da leitura.

Quanto os leitores de clube leem a mais

A 6ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura, da Publish News, mostra que 53% dos brasileiros se dizem não leitores. Considerando só quem lê uma obra completa, o índice de leitores cai para 27%.

"A média por pessoa é de 3,96 livros por ano. Nossos leitores chegam a ler quatro vezes mais", diz Luciana Paschoalin, diretora de Operações do Observatório de Leitura, instituição que trabalha com biblioterapia.

Desde 2008, o Observatório já implantou mil clubes de leitura em presídios, abrigos e hospitais. O público inclui adolescentes em medida socioeducativa, pessoas com mais de 60 anos e pacientes com Alzheimer, Parkinson ou câncer.

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O crescimento do interesse por livros nas redes já apareceu em outros sinais. Em setembro, a Bienal do Livro de SP bateu recorde de público.

No mesmo mês, um livro indicado por um criador de conteúdo virou o mais vendido da Amazon Brasil.

Nem toda a indústria literária acompanha essa onda: o Prêmio Jabuti ignorou os criadores de conteúdo do TikTok entre os indicados deste ano.