A atriz Christina Applegate, 54 anos, revelou nesta terça-feira (20) que o diagnóstico de esclerose múltipla que recebeu em 2021 estava errado, em episódio do podcast "Messy", que ela apresenta com Jamie-Lynn Sigler, criado para falar sobre a doença dela.

Emocionada, a atriz contou aos ouvintes o que ouviu da médica responsável pelo novo exame.

Ela entrou no meu quarto e disse: 'Parabéns, você não tem esclerose múltipla'

"Eu fiquei muito triste. Todo mundo estava tão feliz", completou Applegate, que descreveu a notícia como um retorno à "estaca zero", e não como alívio.

"Você não recebe um diagnóstico errado e, de repente, melhora", disse. "Eu não melhorei. Na verdade, piorei em alguns aspectos. Então, voltei à estaca zero, sem saber o que está acontecendo comigo."

Apesar do novo exame, os sintomas persistem: Applegate afirma que ainda precisa de cadeira de rodas para ir ao consultório médico e que segue com fraqueza muscular e outros sinais da doença original.

"Tenho todos os sintomas de alguém com esclerose múltipla. Todos eles", disse a atriz, acrescentando que "há um número bastante elevado de diagnósticos errados" da doença.

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Christina tornou público o diagnóstico original em junho de 2021. A doença autoimune afeta o sistema nervoso central e pode causar fraqueza muscular, alterações na visão e dormência.

Em 2025, ela revelou ter sido internada mais de 30 vezes desde o diagnóstico, por vômitos, diarreia e dores, além de exames de imagem e radiação. Cinco anos de tratamento e hospitalizações foram, segundo ela, para uma condição que talvez nunca tenha tido.

Desde 2021, a atriz parou de atuar e se tornou defensora de pessoas com esclerose múltipla, usando o podcast com Sigler para compartilhar a experiência. Agora ela diz se sentir como se tivesse "decepcionado" essa comunidade.

O que acontece agora

Applegate afirmou que sua equipe médica vai investigar o que de fato causa os sintomas desde 2021.

Remédios usados no tratamento da esclerose múltipla, como o Ocrevus, têm protocolos rígidos de controle no Brasil, o que reforça a importância do diagnóstico correto antes de iniciar o tratamento. Novas diretrizes também têm buscado facilitar o diagnóstico precoce da doença.