A influenciadora Bianca Andrade foi internada em agosto com pielonefrite, infecção que atinge os rins, sem apresentar os sintomas urinários mais comuns da doença. O caso repete o susto que Carolina Dieckmann viveu em junho, quando passou mais de quatro dias internada pelo mesmo diagnóstico.
Bianca precisou interromper temporariamente sua participação no "Dança dos Famosos" durante o tratamento.
Segundo ela, os sintomas urinários tradicionais, como ardor e dor ao urinar, praticamente não apareceram, o que dificultou perceber que havia uma infecção em curso.
Da bexiga aos rins: como a infecção evolui
A pielonefrite é a inflamação dos rins causada por bactérias do trato urinário que sobem pelos ureteres. Ela costuma começar como cistite, a infecção urinária mais baixa e mais comum, e evolui para os rins.
No caso de Bianca, a infecção também começou na bexiga.
Os sintomas típicos incluem febre, dor nos rins ou nas costas, ardor ao urinar, urina turva e mal-estar. Sem tratamento, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea e causar uma infecção generalizada, a sepse.
Dois casos, dois sintomas opostos
Em junho, Carolina Dieckmann, 47 anos, foi internada por mais de quatro dias com pielonefrite avançada no rim esquerdo, descoberta pouco antes de viajar para gravações da novela "A Viagem".
Ao contrário de Bianca, a atriz teve sintomas graves e claros: febre de 39°C e fortes dores na região lombar alta.
"Quanto mais tempo demora para receber o antibiótico certo, mais fácil a bactéria toma conta do corpo", alertou Carolina Dieckmann aos seguidores, ao citar o risco de sepse.
A pielonefrite não é rara. Cerca de 60% das mulheres terão uma infecção urinária em algum momento da vida, e de 30% a 40% delas enfrentam episódios recorrentes.
Do total de infecções urinárias, cerca de 10% evoluem para pielonefrite; os outros 90% ficam restritos à cistite. A bactéria E. coli responde por 75% a 80% dos casos.
Mulheres têm risco maior por fatores anatômicos, como a uretra mais curta. Diabetes, gravidez, cálculos urinários e dificuldade de esvaziar a bexiga também aumentam a chance de infecção.
O que os dois casos ensinam
Bianca e Carolina tiveram o mesmo diagnóstico com sintomas quase opostos: uma sem os sinais urinários clássicos, outra com febre alta e dor evidente.
Isso ajuda a explicar por que a pielonefrite é subestimada: não existe um único jeito de ela se anunciar, e esperar pelo sintoma "óbvio" pode custar os dias que separam uma cistite simples de uma infecção nos rins.


























