A executiva Tânia Cosentino, ex-presidente da Microsoft no Brasil, citou estudos que preveem a perda de 90 milhões de empregos por causa da inteligência artificial nos próximos cinco anos, com a criação de 170 milhões de novas oportunidades no mesmo período.
A fala foi no Summit Futuro da Mobilidade 2026, evento de Autoesporte e Valor realizado nesta terça-feira (29) na Casa Traffô, em São Paulo. Cosentino também integra o conselho da WEG.
"É um momento em que temos que forçar o país a mudar para ser um grande produtor de veículos elétricos, híbridos e de novas tecnologias", disse a executiva. Para ela, IA e indústria devem ser tratadas "como uma coisa só", questão de "sobrevivência de mercado".
O aviso reforça que a corrida da IA não é só sobre tecnologia: é sobre quem vai ocupar os empregos que ela cria e destrói ao mesmo tempo. Na terceira edição, o Summit teve cinco painéis sobre a transformação tecnológica do setor automotivo.
A programação foi da mudança no consumidor à preparação da cadeia de fornecedores para carros elétricos e conectados. Essa preparação esbarra no preço: o 1º elétrico da VW custa mais que o modelo mais vendido da marca, diferença de R$ 70 mil.
O debate sobre o efeito da IA no emprego já rendeu opiniões divergentes por aqui: um especialista defende que a tecnologia cria oportunidades antes de ameaçar empregos.
Um historiador, por outro lado, vê a estagnação econômica como risco maior que a inteligência artificial para os empregos no Brasil.





























