A Microsoft reformulou o aplicativo Copilot nesta sexta-feira (25) e uniu chat, criação de código e um agente de inteligência artificial sempre ativo numa única interface. A empresa também passou a cobrar pelo uso dos recursos mais avançados, batizados de Code e Autopilot.
O recurso Code permite criar aplicativos, painéis e automações a partir de comandos em linguagem natural, usando a mesma tecnologia do GitHub Copilot. O acesso antecipado começa no fim deste mês, e assinantes dos planos 365 Premium e Pro poderão testá-lo ainda este ano.
Já o Autopilot é uma reformulação do agente Scout, apresentado em junho. Vai funcionar como um "colega de trabalho digital", com identidade própria no diretório da empresa e permissões que o próprio usuário pode controlar.
O app também reúne, na aba Home, o chat e o Cowork, além de integrar Word, Excel e PowerPoint para edição em tempo real.
"Assim como o Office definiu o trabalho para a era do PC, o novo Copilot foi construído para defini-lo para a era da IA", disse Jared Spataro, diretor de marketing de IA para o trabalho na Microsoft, em nota.
Segundo Annie Pearl, vice-presidente corporativa de produtos do Copilot, tem sido difícil para as empresas adotar agentes de IA por causa de preocupações com segurança, compliance e governança.
"Trabalhamos para garantir que esse recurso fosse desenvolvido de uma forma que realmente pudesse ser utilizada pelas empresas", disse ela.
A licença comercial do Microsoft 365 Copilot custa US$ 30 por usuário ao mês (cerca de R$ 155). Já Cowork, Code e Autopilot serão cobrados de acordo com o uso, e a Microsoft lançou o FinOps for AI para ajudar empresas a controlar esse gasto.
Na prática, o custo de usar os recursos mais avançados passa a depender de quanto cada equipe realmente usa a ferramenta, em vez de ser um valor fixo por licença.
Apesar da expansão de recursos, a adoção paga ainda é baixa. Menos de 7% das mais de 450 milhões de licenças do Office 365 incluem a versão paga de IA da Microsoft, segundo a CNBC, menos de uma em cada 14.
A Microsoft busca competir com o ChatGPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic, ampliando o Copilot para além da função original de chatbot. A própria OpenAI levou o ChatGPT para dentro do Word nesta semana, disputa direta pelo mesmo espaço.





























