O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos, viaja a Brasília nesta segunda-feira (5) para se reunir com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e ajudar a montar a estratégia do segundo turno.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tarcísio somou 14.491.874 votos válidos, recorde para governador em São Paulo. A marca supera os 13.480.643 votos que ele teve no 2º turno de 2022, quando venceu Fernando Haddad (PT).
Tarcísio venceu em 639 das 645 cidades paulistas. Haddad, que teve 36,42% dos votos (8.423.656), venceu em apenas seis municípios, entre eles Diadema e Francisco Morato, na Grande São Paulo.
Haddad ligou para Tarcísio para parabenizá-lo pela vitória.
No discurso da vitória, na noite de domingo (4), Tarcísio agradeceu o ex-presidente Jair Bolsonaro e fez videochamada com Flávio Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
"Agora, São Paulo vai ser decisivo para eleger Flávio Bolsonaro no segundo turno. Nós não vamos abaixar nossos acampamentos, nem nossas bandeiras. Nós vamos derrotar o PT", declarou o governador reeleito.
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"A gente não faz nada sozinho. Quero agradecer Jair Bolsonaro, que me abriu as portas tempos atrás. O tempo da virada está chegando", afirmou Tarcísio, antes de confirmar a viagem a Brasília para reforçar a campanha de Flávio.
Mais cedo no mesmo dia, o governador reeleito evitou comentar se pretende disputar o Palácio do Planalto em 2030. Preferiu manter o discurso concentrado na eleição de Flávio neste ano.
Por que São Paulo pesa tanto no 2º turno
A disputa paulista não era decidida no 1º turno desde 2014, quando Geraldo Alckmin venceu de primeira. Foi também a última vez que o estado reelegeu o governador no primeiro mandato.
Pesquisas feitas ainda na reta final, como a Quaest, já sinalizavam a vitória de Tarcísio em primeiro turno, sem segundo turno no estado.
O que acontece agora
Tarcísio deve se encontrar com Flávio Bolsonaro no fim desta segunda-feira, segundo apuração do Metrópoles, para começar a desenhar a estratégia paulista do segundo turno, que tem Lula como adversário.





























