A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus que se envolveu em um acidente na madrugada desta segunda-feira (28), no Espírito Santo, seguia um trajeto fora do permitido. Três pessoas morreram e 45 ficaram feridas, depois que o coletivo tombou no trecho conhecido como Curva da Ferradura, em Ibatiba.
Apesar de estar com Certificado de Segurança Veicular, certificado do cronotacógrafo e seguro de responsabilidade civil em dia, o veículo fazia uma rota diferente da que a licença de viagem permitia. A autorização seria para o percurso de cerca de 692 km, entre Santa Bárbara (MG) e São Paulo (SP). Mesmo que o coletivo estivesse em uma rota de menor quilometragem - cerca de 544 km, retornando de Itaoca (ES) para Contagem (MG) - a viagem é considerada irregular. A informação será considerada no inquérito policial que apura as causas e responsabilidades pelo acidente.
Além do motorista, Douglas Rodrigues de Souza Oliveira, de 38 anos, que morreu no local, duas passageiras, entre os 47 passageiros que seguiam viagem, não resistiram Vera Lúcia de Andrade, 44 anos, e Maria Aparecida Martins Barbosa, 54 anos, ambas de Belo Horizonte.
Um passageiro relatou perda de freios pouco antes da curva. A PRF ainda não confirmou essa hipótese.
O que acontece agora
A PRF vai periciar o ônibus e o trecho da via para determinar a causa técnica do tombamento, enquanto a Polícia Civil segue com o inquérito sobre as responsabilidades. Nenhuma das duas corporações deu prazo para concluir os trabalhos.
Parlamentares cobram duplicação da BR-262 no Espírito Santo desde antes deste tombamento, mas o trecho segue com pista simples.































