O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), foi reeleito neste domingo (4) ainda no primeiro turno. Com 82,86% das urnas apuradas, segundo o InfoMoney, ele tinha 68,31% dos votos válidos, à frente de Gelson Merísio (PSB), com 15,91%, e João Rodrigues (PSD).
Jorginho, de 70 anos, precisava superar 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos, para evitar o segundo turno. Ele assume um segundo mandato consecutivo, após ter vencido Décio Lima (PT) em 2022 com 70,69% dos votos no segundo turno daquele ano.
Segundo o TSE, 5.725.753 eleitores estão aptos a votar em Santa Catarina.

Quem são os derrotados na disputa?
João Rodrigues (PSD) teve como vice o deputado federal Carlos Chiodini (MDB), com aliança de PSD, MDB, PP e União Brasil e palanque nacional ligado a Ronaldo Caiado (PSD).
Gelson Merísio (PSB) concorreu com o apoio do presidente Lula (PT), em coligação com PSB, PDT, PT, PCdoB, PV, PSOL e Rede.
Jorginho construiu a própria campanha em associação com Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno da corrida presidencial disputando votos no mesmo estado.
Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado em 23 de setembro, já apontava aprovação ampla da gestão de Jorginho frente ao eleitorado catarinense.
A campanha teve rompimentos de alianças ao longo do ano, incluindo uma ruptura com o MDB estadual. Jorginho liderou as pesquisas de intenção de voto desde agosto, confirmando nas urnas a tendência que a campanha já sinalizava.
Por que SC elege pela 3ª vez seguida um nome bolsonarista?
É a terceira eleição consecutiva em que Santa Catarina escolhe para o governo um nome com o número de um presidenciável bolsonarista. Em 2018, Carlos Moisés (PSL, mesmo partido de Jair Bolsonaro) derrotou no segundo turno Gelson Merísio, então apoiado pelo governador Raimundo Colombo.
Moisés rompeu depois com o bolsonarismo e, em 2022, não conseguiu se reeleger, ficando em terceiro lugar. Quem venceu aquele pleito foi o então senador Jorginho, que obteve 38,61% no primeiro turno e mais de 70% no segundo contra Décio Lima.
No primeiro mandato como governador, Jorginho seguiu caminho oposto ao de Moisés e manteve fidelidade a Bolsonaro, defendendo a liberdade do ex-presidente, que está em prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe.
Ao longo dos próximos quatro anos, Jorginho será acompanhado pelo ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo), eleito vice-governador. A vitória sem segundo turno encerra neste domingo a disputa pelo governo catarinense.
































