Com 17,25% das urnas apuradas neste domingo (4), o TSE dava a Tarcísio (Republicanos) 66,6% dos votos para o governo de SP, contra 32,57% de Haddad (PT). O percentual parcial está acima do recorde de Alckmin, de 57,31% em 2014.
Os números são parciais, divulgados pelo TSE ao longo da apuração. O resultado só é definitivo após a totalização dos votos e a diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral.
Se a parcial se confirmar, Tarcísio estabelece o maior percentual já registrado por um governador eleito no 1º turno em São Paulo.
Tarcísio acompanhou a apuração com apoiadores em uma casa de eventos na Vila Olímpia, zona sul da capital. Também estava o prefeito Ricardo Nunes (MDB), cabo eleitoral do governador.
Também marcaram presença os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), que lidera a disputa pela vaga.
O percentual parcial está acima do recorde histórico de governador eleito no 1º turno em São Paulo, hoje de Geraldo Alckmin, que teve 57,31% dos votos válidos em 2014.
Do outro lado, a parcial aponta o que seria o quarto revés eleitoral seguido de Haddad. Ele perdeu a prefeitura de São Paulo para João Doria em 2016, a Presidência para Jair Bolsonaro em 2018 e o próprio governo paulista para Tarcísio no 2º turno de 2022.
Se os números se mantiverem até o fim da apuração, a diferença desta vez é maior: em 2022, Haddad só foi derrotado no 2º turno; em 2026, a disputa pode se encerrar na primeira votação. Naquela eleição, por outro lado, Haddad havia levado o PT ao 2º turno do governo de SP pela primeira vez em 20 anos.
A parcial também pesa na disputa presidencial. Tarcísio declarou estar disposto a ajudar Flávio Bolsonaro "muito" caso o candidato do PL vá ao 2º turno contra Lula, e deve intensificar a presença na campanha do aliado nas próximas semanas.
A ampla vantagem já era esperada. Em agosto, Tarcísio já aparecia na liderança e Haddad em queda, distância que seguiu crescendo até a véspera da votação.
O caminho para o 1º turno também passou pela Justiça Eleitoral. O TRE-SP tirou a candidata Edjane da disputa, retirando uma concorrência que poderia fragmentar o campo à direita de Tarcísio.
O que a parcial em SP sinaliza para o 2º turno nacional
A diferença registrada em São Paulo, com a apuração ainda em curso, está acima do recorde anterior, de Alckmin em 2014, e chama atenção pela distância que vinha crescendo desde agosto.
A pergunta que fica é até que ponto esse padrão estadual se repete no resultado nacional, onde Lula e Flávio Bolsonaro disputam eleitores que não seguem necessariamente o mesmo voto dado para governador.
































