Partidos aliados a Requião Filho (PDT), candidato ao governo do Paraná, entre eles o PT, esperam que o recurso contra a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado chegue ao TSE na próxima semana e seja julgado antes do 1º turno, em 4 de outubro.
O caminho para o caso chegar à Corte Eleitoral foi destravado nesta quarta-feira (23/9). O TRE-PR concluiu a análise dos recursos apresentados pela defesa de Dallagnol e manteve o registro da candidatura, sem discutir o mérito da decisão anterior.
A expectativa dos aliados de Requião Filho é que o TSE, agora com o processo em mãos, considere o ex-promotor inelegível e o impeça de disputar a eleição.
O que muda com a decisão do TRE-PR?
Na prática, nada muda na campanha de Dallagnol por enquanto. Ele segue proibido de pedir votos, participar de debates e usar a propaganda eleitoral gratuita, além de recursos públicos de campanha.
A suspensão foi determinada de forma liminar pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, a pedido da coligação de Requião Filho, e mantida pelo plenário da Corte por 5 votos a 2 nesta semana.
Floriano entendeu que havia risco de prejuízo à eleição caso Dallagnol seguisse fazendo campanha e depois tivesse o registro cassado. O que a decisão do TRE-PR fez foi apenas destravar o envio do processo ao TSE, que terá a palavra final sobre a candidatura.
A defesa de Dallagnol comemorou o resultado: para ela, o tribunal reconheceu a elegibilidade do candidato ao aceitar parte dos recursos. Em nota, ele criticou a coligação de Requião Filho por tentar barrar sua candidatura e disse que o relator repreendeu a coligação.
Relembre o caso
O TSE suspendeu a campanha de Dallagnol ao Senado em 20 de setembro, a pedido da coligação adversária. Dois dias depois, o plenário manteve a suspensão por 5 votos a 2, e a deputada Michelle Bolsonaro pediu impeachment de ministros do TSE.
Agora, com o registro mantido pelo TRE-PR nesta quarta-feira, o processo segue para o TSE julgar em definitivo antes da votação de 4 de outubro.






























