O Campeonato Brasileiro passou a ter mais tempo de bola em jogo do que a Premier League depois que a CBF endureceu as regras de arbitragem. Na 23ª rodada, a média de bola rolando chegou a 55min29s, contra 55min23s da liga inglesa, 55min08s da LaLiga e 54min28s da Serie A italiana.

O que mudou nas regras

Antes da mudança, a média de bola rolando no Brasileirão era de 52min54s, segundo levantamento da CBF com 177 partidas. O aumento de 2min35s equivale a 4,9% a mais de jogo efetivo. A meta da entidade é chegar a 57 ou 58 minutos.

O número da 23ª rodada saiu de nove partidas disputadas no sábado e no domingo. O jogo entre Internacional e Remo ainda não tinha acontecido até o fechamento do levantamento pela CBF.

Três limites de tempo entraram em vigor: o goleiro tem até 8 segundos para repor a bola em jogo, laterais e tiros de meta têm até 5 segundos, e o jogador substituído tem até 10 segundos para deixar o gramado.

Em Santos x Vasco, o goleiro Gabriel Brazão recebeu atendimento médico dentro desse novo cronômetro. Neymar foi o jogador escalado para deixar o campo por um minuto durante a pausa, um dos primeiros casos práticos da regra em campo.

A Lei Vini Jr. e o primeiro punido

Outra novidade é a chamada Lei Vini Jr., aprovada pela CBF em reunião com os clubes no Rio de Janeiro em 10 de agosto.

A regra dá cartão vermelho direto ao jogador que cobrir a boca com a mão durante uma discussão em campo, independentemente do que foi dito.

O nome vem de um episódio de racismo envolvendo Vinícius Júnior em jogo do Real Madrid contra o Benfica pela Champions League. Na ocasião, o argentino Prestianni, do Benfica, tapou a boca para imitar a fala do brasileiro, que já havia denunciado racismo.

Arthur Cabral, do Botafogo, foi o primeiro expulso pela nova regra, na partida contra o Vitória, já na rodada de estreia das mudanças.

Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF, afirmou que o aumento no tempo de bola rolando deixa o jogo mais fluido e dinâmico, e entrega um produto melhor ao torcedor.