A morte da atriz Hayden Panettiere, encontrada sem vida em 16 de agosto em Greenville, na Carolina do Sul, aos 36 anos, teria sido causada por um comprimido de oxicodona contaminado com fentanil. A informação é de fontes policiais ouvidas pelo site TMZ e foi divulgada nesta segunda-feira (14).

Não há, até o momento, laudo toxicológico divulgado que confirme a causa da morte. A versão do TMZ é tratada como hipótese de trabalho da investigação.

A Drug Enforcement Administration (DEA), agência antidrogas dos Estados Unidos, tenta reconstruir a relação entre Panettiere e o fornecedor que lhe vendia remédios controlados no mercado ilegal em Los Angeles. A apuração agora mira quem vendeu o comprimido, não apenas a causa médica da morte.

Ainda segundo o TMZ, a atriz teria consumido substâncias compradas desse fornecedor durante um voo de Los Angeles à Carolina do Sul, um dia antes de morrer, e tomado o comprimido na manhã seguinte. Foi encontrada sem resposta numa poltrona do imóvel alugado em Greenville.

No local, segundo o mesmo relato, socorristas encontraram uma sacola com remédios prescritos a ela e um frasco de Narcan, antídoto usado em overdoses de opioides.

O namorado da atriz, Brian Hickerson, estava no imóvel na hora da morte e já conversou com a DEA sobre o caso. Ele não foi preso, não é investigado como suspeito e não responde a nenhuma acusação formal.

A mãe de Panettiere, Lesley Vogel, atribuiu publicamente a Hickerson a responsabilidade pela morte da filha — uma manifestação pessoal dela, sem respaldo, até agora, em qualquer imputação oficial das autoridades americanas. Hickerson se manifestou uma única vez, por meio de advogado, e manteve silêncio desde então.

O que a investigação apura agora

A DEA de Los Angeles apura a origem exata do comprimido e a cadeia até o fornecedor que abastecia Panettiere no mercado ilegal. O laudo toxicológico final, ainda não divulgado, é o que deve esclarecer oficialmente a presença do fentanil.

Panettiere construiu carreira sólida na televisão americana. Interpretou a cheerleader Claire Bennet em "Heroes" e viveu a cantora Juliette Barnes em "Nashville", com duas indicações ao Globo de Ouro. No cinema, viveu Kirby Reed na franquia "Pânico", papel retomado em Scream VI (2023).

A atriz documentou publicamente a luta contra a dependência química, com reabilitação em 2015 durante as gravações de "Nashville". Neste ano lançou o livro "This Is Me: A Reckoning", relatando a depressão pós-parto e a recuperação após o nascimento da filha, em 2014.