A modelo paulista Larissa Brito, de 25 anos, foi encontrada morta na tarde de segunda-feira (21), dentro do carro do ex-namorado, em Brignoles, na França. O francês Mathieu, de 29 anos, foi preso em flagrante durante a blitz que achou o corpo.
O corpo estava escondido sob roupas no banco traseiro do veículo, achado numa fiscalização alfandegária de rotina. Larissa morava no Jardim Rincão, no Jaraguá, zona norte de São Paulo, e estava na França havia cerca de três anos.
Segundo a família, ela namorou Mathieu por cerca de cinco meses e terminou o relacionamento após descobrir o que descreveu como envolvimento dele com o crime organizado local. Desde então, os parentes afirmam que o francês perseguia a modelo.
Larissa chegou a mudar de cidade e iniciar um novo relacionamento na tentativa de se afastar dele, mas o contato não cessou.
A última mensagem trocada entre mãe e filha foi enviada no domingo (20), quando Larissa avisou que Mathieu estava em sua casa. Depois disso, ela parou de responder. Ao tentar contato, Liliane Brito Nogueira, mãe da modelo, ouviu do suspeito que a filha estava dormindo.
Quando disse que acionaria a polícia, teve o número bloqueado por ele. Um boletim de desaparecimento foi registrado horas antes da blitz.
"Eu preciso trazer o corpo dela para cá, eu preciso ver minha filha", disse Liliane Brito Nogueira, em prantos, ao apelar às autoridades brasileiras pela repatriação do corpo.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que o Consulado-Geral do Brasil em Marselha acompanha o caso e presta assistência consular à família. Segundo a Embaixada do Brasil na França, o corpo de Larissa será submetido a autópsia na próxima segunda-feira (28).
O que acontece agora
O que acontece agora é a autópsia de Larissa, marcada pela Embaixada do Brasil para a próxima segunda-feira (28), uma semana após a morte ser confirmada. A investigação sobre o crime segue sob responsabilidade das autoridades francesas em Brignoles.
Sem o corpo repatriado, a família só poderá se despedir de Larissa depois da autópsia e da liberação pelas autoridades francesas. Parentes abriram uma arrecadação para custear o traslado do corpo ao Brasil.
A perseguição relatada pela família tem paralelo dentro do Brasil. Mais da metade das brasileiras, 54%, dizem já ter sofrido violência de parceiro ou ex-parceiro, segundo levantamento nacional já noticiado pela TV Sim Brasil.
A TV Sim Brasil já noticiou outro caso de brasileiro morto no exterior neste ano, também amparado pela rede consular do país.
Casos de violência por parceiro após o fim de um relacionamento também são registrados dentro do Brasil: em setembro, a polícia prendeu um suspeito de matar a ex-namorada a golpes de capacete em Minas Gerais.





























