A Colômbia elevou para 314 o número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país em 10 de agosto, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (19) pela Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD). Outras 4.437 pessoas ficaram feridas e 262 seguem desaparecidas.
O número de mortos tem subido a cada novo balanço. Era de 132 nas primeiras horas após o tremor, passou de 220 dias depois e chegou a 287 antes de fechar em 314 nesta quarta.
O novo balanço veio do Instituto de Medicina Legal da Colômbia, que recebeu 319 corpos vindos dos departamentos de Chocó, Caldas, Risaralda e Valle del Cauca. Desses, 314 já foram identificados. Ao todo, 364 pessoas foram resgatadas dos escombros desde o dia do terremoto.
Entre os mortos estão 24 crianças e adolescentes e 12 estrangeiros. O terremoto, com epicentro no departamento do Chocó, atingiu ao todo 15 departamentos e 437 municípios colombianos.
Governos de vários países ofereceram apoio. Os Estados Unidos anunciaram ajuda adicional de US$ 11 milhões, para alimentos, saúde, proteção e assistência de abrigo. El Salvador enviou equipes de resgate, profissionais de saúde e paramédicos.
A resposta do Brasil
O Itamaraty anunciou o envio de ajuda humanitária à Colômbia em 12 de agosto, dois dias após o terremoto. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, conversou com o colombiano Omar Escobar sobre as ações de assistência.
O órgão informou que o Brasil está acompanhando as buscas e disposto a colaborar, dentro de suas possibilidades, com as autoridades colombianas na resposta à emergência.
"Em nome do povo brasileiro, manifesto minha solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelos tremores. O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário", disse Lula, em rede social, no dia do terremoto.
O Brasil corre o mesmo risco?
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, terremotos de magnitude acima de 7,0 têm intervalo médio de recorrência de 500 anos no território brasileiro. No Chile, abalos dessa força ocorrem, em média, a cada três anos.
O país está no centro estável da Placa Sul-Americana, distante das bordas de colisão tectônica onde ficam Colômbia, Venezuela, Chile e Equador.
O maior terremoto já registrado no Brasil teve magnitude 6,6, em 1955, na Serra do Tombador, no Mato Grosso, bem abaixo da força do tremor colombiano.


























