A Justiça de Minas Gerais revogou nesta quinta-feira (17) a prisão preventiva de Matheus Bruno Andrade Fernandes e do filho dele, Bruno Gleidson Fernandes, presos desde 7 de agosto sob suspeita de tráfico em Belo Horizonte, por decisão da juíza Fernanda Chaves Carreira Machado.
Os dois foram presos em flagrante durante busca e apreensão num imóvel na Avenida Otacílio Negrão de Lima, na região da Pampulha. Segundo a decisão, os policiais teriam encontrado numa gaveta uma pistola, munições, rádios comunicadores, um tablet e uma substância análoga à maconha.
Por que a prisão foi revogada agora?
A apreensão passou a ser questionada depois que imagens da própria operação levantaram suspeita sobre a origem da droga. Três policiais civis que participaram da ação são hoje investigados pela Corregedoria da Polícia Civil por suspeita de forjar o flagrante.
Segundo o advogado da família, Daniel Carvalho, um dos agentes teria aparecido com a barra de maconha escondida na calça, depois de a revista não encontrar nada, e afirmado tê-la achado no quarto do rapaz.
Toda a ação foi filmada por um policial que participou da operação e depois denunciou o esquema à própria corregedoria.
A juíza afirmou que, neste momento, não é possível dizer se houve ilegalidade na diligência ou se o flagrante foi forjado. Segundo ela, isso será apurado ao longo do processo, com produção de provas e contraditório.
O que acontece agora
Um dos três policiais suspeitos teve prisão preventiva decretada na última terça-feira (15) e já se entregou à polícia. Uma policial e outro agente ainda são considerados foragidos, segundo o Estado de Minas.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil deflagrou a operação contra o trio em 14 de setembro. Matheus, o pai, é conselheiro tutelar em Belo Horizonte; o filho tem 25 anos e é empresário.


























