O presidente Lula confirmou encontro com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, para a manhã de segunda-feira (21), às margens da Assembleia-Geral da ONU. O encontro será na residência do embaixador brasileiro na organização, Sérgio Danese, compromisso já certo na agenda do presidente.
O pedido partiu de Mamdani. Nesta quinta-feira (17), a equipe do prefeito visitou o local combinado para conhecer o espaço antes da bilateral.
Só um imprevisto grande tiraria o encontro da agenda, segundo a Folha de S.Paulo.
Por que o prefeito de Nova York quis o encontro?
Mamdani é hoje a figura pública com maior capacidade de antagonizar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele não pode disputar a Presidência americana por não ter nascido em território dos EUA, já que nasceu em Uganda.
Em nove meses de gestão, o prefeito já confronta Trump em vários pontos, entre eles a política migratória. A Prefeitura de Nova York é contra as detenções e deportações em massa de imigrantes em situação irregular.
A equipe de Mamdani chegou a convidar Lula para um encontro com líderes progressistas na cidade. O convite foi recusado pelo lado brasileiro por uma questão de hierarquia diplomática: prefeitos costumam ir ao encontro de presidentes, não o contrário.
Diante disso, os assessores do democrata propuseram que Lula o recebesse, e a resposta do Planalto foi positiva. Não é a primeira tentativa: o pedido de reunião já havia sido feito por Mamdani nesta semana.
Na Assembleia-Geral do ano passado, quando o democrata ainda disputava a prefeitura, a mesma proposta não saiu do papel por causa da agenda.
Mamdani integra o mesmo grupo de democratas progressistas que já se encontrou com Lula, como a deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o senador Bernie Sanders.
O que acontece agora
Antes de receber Mamdani, Lula concede entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour, com quem já havia conversado no ano passado.
Na terça-feira (22), o presidente abre os discursos de chefes de Estado na sede da ONU, quando a Assembleia-Geral entra na fase de maior visibilidade. Mamdani ainda deve se reunir, na mesma semana, com o premiê da Espanha, Pedro Sánchez.
A gestão dele já colaborou com o Brasil em pelo menos um ponto prático: a Prefeitura ajudou o Consulado brasileiro em Nova York a encontrar um local de votação para a diáspora nas eleições presidenciais de 4 de outubro.
A ideia foi dar mais segurança aos imigrantes contra possíveis ações da agência de imigração dos Estados Unidos, o ICE.





























