O petróleo Brent fechou a manhã desta terça-feira (8) cotado a US$ 98,72 o barril, alta de 1,77% e o maior nível em seis semanas. O WTI subiu 2,93%, a US$ 94,91, e no Brasil o dólar avançou 0,52%, a R$ 5,13, no primeiro pregão após o feriado de 7 de Setembro.
A escalada segue os ataques desta semana a instalações de energia na Arábia Saudita e a redução do tráfego pelo Estreito de Ormuz.
Segundo levantamentos de mercado, os fluxos de petróleo do Oriente Médio caíram de cerca de 18 milhões para 11 milhões de barris por dia.
Por que a tensão não parou por aí
O Irã ameaçou retaliar contra novos ataques dos Estados Unidos a seus ativos. O país afirmou que vai anunciar, nos próximos dias, uma nova "zona restrita" no Golfo Pérsico, sinal de que a pressão sobre os preços pode continuar mesmo sem novos ataques.
Nos Estados Unidos, o petróleo mais caro reacende o temor de inflação justamente quando o mercado já aposta em juros elevados por mais tempo, depois de dados mais fortes do que o esperado no mercado de trabalho americano.
O que muda no bolso do brasileiro
A gasolina tinha peso de 5,22% no IPCA em julho, o que torna o combustível um dos itens que mais pesam na inflação medida pelo IBGE. Um choque de petróleo sustentado tende a se refletir no índice, mesmo sem repasse imediato na bomba.
Isso porque, desde 2023, a Petrobras não segue mais a paridade automática com o preço internacional e diz evitar repassar oscilações de curto prazo ao consumidor. Em fevereiro, o Preço de Paridade de Importação da gasolina fechou em R$ 2,56, alta de 6,1% no mês.
A Petrobras manteve o próprio preço em R$ 2,59, diferença de apenas 1,5%. Na bolsa, o EWZ, fundo negociado em Nova York que reúne ações brasileiras, subia 1,16%, a US$ 38,30.
O que acontece agora
O mercado deve seguir sensível a qualquer novo episódio no Oriente Médio nos próximos dias, especialmente ao anúncio iraniano sobre a zona restrita no Golfo Pérsico. Enquanto o choque for pontual, a Petrobras tende a manter os preços domésticos estáveis.
Uma alta sustentada do Brent acima de US$ 100, porém, testaria essa política, com efeito direto sobre a inflação que o Ministério da Fazenda monitora para fechar o ano.





































