Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, pediu nesta quarta-feira (5) para deixar a coordenação de agenda da campanha de reeleição de Lula. A saída ocorre após ele confirmar que recebeu R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por fraudes em descontos do INSS.
Marcola comunicou a decisão ao presidente do PT, Edinho Silva, e ao próprio Lula. Segundo ele, o repasse teve natureza "estritamente privada" — um empréstimo pessoal. A saída foi apresentada como escolha política, não uma exigência legal: o objetivo, segundo Marcola, é evitar disputa interna na campanha ou servir de "munição" para adversários.
Quem é Roberta Luchsinger
Luchsinger integra a direção da RL Consultoria e Intermediações e mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. Ela é investigada pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS, com fraudes estimadas em mais de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024. As fontes apuradas não apontam Marcola como alvo do inquérito.
O que muda na campanha
Lula pediu explicações sobre o empréstimo e determinou que a apuração avance "doa a quem doer", independentemente de envolver o filho ou auxiliares próximos. Até a publicação desta reportagem, o PT não havia confirmado oficialmente a efetivação da saída de Marcola nem indicado um substituto para a coordenação de agenda.














