O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) disse nesta quarta-feira (5), em entrevista à GloboNews, que não cumpriria uma decisão do Supremo Tribunal Federal se a considerasse ilegal. "Uma decisão ilegal não se cumpre. Ponto", declarou o fundador do MBL, que aparece em terceiro lugar nas pesquisas para outubro.
A declaração veio depois de jornalistas confrontarem Renan com um vídeo antigo em que ele já defendia não obedecer decisões do STF contrárias a determinações do Congresso. Ele reiterou a posição e, horas depois, transformou a frase em lema oficial de campanha nas redes sociais.
Quem define o que é "ilegal"
Questionado sobre quem teria autoridade para classificar uma decisão do STF como ilegal, Renan respondeu: "Não sou eu, é a própria Constituição". Ele afirmou que não obedeceria decisão monocrática que, em sua avaliação, invadisse atribuições do Legislativo ou do Executivo, e completou: "Se eu sigo todos os procedimentos e passos legais, outro Poder não pode vir e revogar isso. O Poder que tem a prerrogativa invadida pode se insurgir".
O recuo sobre o Centrão
Na mesma entrevista, Renan foi confrontado com declarações antigas em que chamou o Centrão de "vagabundo" e "parasita". Apesar das críticas passadas, admitiu que faria composição política com o bloco caso seja eleito. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), ele aparece hoje em terceiro lugar nas pesquisas para a Presidência, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro.














