A Light informou neste domingo (2) que 100% da sua rede no Rio de Janeiro está normalizada, quatro dias depois do vendaval de quarta-feira (29) que deixou cerca de 1,1 milhão de clientes sem energia. Na Enel Rio, 99,9% dos atingidos já têm luz e 295 clientes seguem sem fornecimento, todos em Paraty.
Segundo a Light, a concessionária concluiu na madrugada de domingo uma força-tarefa iniciada logo após o temporal. A Enel afirmou que suas equipes seguem mobilizadas em duas frentes de trabalho.
O ritmo de recomposição acelerou no fim de semana. No sábado (1º), ainda havia mais de 26 mil imóveis sem fornecimento no estado: cerca de 14 mil consumidores da Light e cerca de 12 mil da Enel Rio. As áreas mais atingidas eram Campo Grande e Santa Cruz, na zona oeste da capital, além de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Só em Paraty foram registradas cerca de 1,3 mil ocorrências.
Durante o vendaval de 29 de julho, o Aeroporto Internacional do Galeão registrou rajadas de 105,5 quilômetros por hora. Para dar conta dos estragos, a Light reforçou as equipes com cerca de 1,5 mil profissionais e instalou geradores. "Mais de 2 mil profissionais trabalham para reduzir número de clientes impactados pelo vendaval", disse Bruno Rodrigues, superintendente da Light, no sábado.
Três mortes investigadas na Cidade de Deus
O temporal deixou três mortos, segundo o balanço divulgado neste domingo (2). Na madrugada de quinta-feira (30), Juadson Amorim da Silva, de 57 anos, Wagner Carvalho de Medeiros, de 41, e Marcos Antonio Vieira Filho, de 34, morreram por descarga elétrica provocada por uma tomada no interior de um imóvel na Rua Maria da Fé, na Cidade de Deus, zona oeste do Rio. Uma mulher sobreviveu e teve o estado de saúde descrito como grave pela Secretaria Municipal de Saúde.
A Polícia Civil, por meio da 32ª Delegacia Policial, no bairro da Taquara, apura se as mortes têm relação com a ventania que atingiu o estado na tarde de quarta-feira. "A perícia será realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias das mortes", informou a corporação. A Light orientou a população a não tocar em cabos partidos: "Caso encontre um cabo partido no chão, não toque, mantenha distância do local e acione imediatamente a concessionária".
Como pedir ressarcimento por aparelho queimado?
O consumidor tem até cinco anos para solicitar o ressarcimento à distribuidora, segundo orientação do Procon-RJ, com base no Código de Defesa do Consumidor e na regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O órgão recomenda reunir provas do prejuízo, registrar o pedido junto à concessionária informando data e horário da ocorrência, identificar o equipamento com marca, modelo e tempo de uso, e preservar o aparelho sem consertá-lo antes da análise, guardando protocolos, notas fiscais e laudos técnicos.
Feito o pedido, a distribuidora tem até um dia útil para verificar geladeiras e freezers e até dez dias para os demais equipamentos. O resultado precisa ser informado em até 15 dias, quando a solicitação é feita nos primeiros 90 dias, ou em até 30 dias nos demais casos. O ressarcimento — por conserto, substituição ou indenização — deve ser efetuado em até 20 dias.














