O Flamengo divulgou na noite de sexta-feira o balanço financeiro do segundo trimestre de 2026 e abriu os números da contratação de Lucas Paquetá. O meia custou R$ 315,669 milhões no total, somando a aquisição dos direitos federativos, as luvas e a intermediação.

A divisão dos custos ficou em R$ 299,059 milhões em direitos e luvas e R$ 16,610 milhões em intermediação — esta última com a empresa Roc Nation Sports, segundo o balanço. O valor faz do camisa 10 a contratação mais cara da história do clube.

O top-5 dos reforços mais caros

Paquetá ultrapassou Samuel Lino, contratado junto ao Atlético de Madrid por R$ 203,001 milhões. Completam a lista dos cinco mais caros Carlos Alcaraz (R$ 125,443 milhões), Pedro (R$ 112,418 milhões) e De la Cruz (R$ 102,074 milhões).

No conjunto, o volume de R$ 495,2 milhões investidos em contratações no semestre é o maior já registrado pelo clube nesse período do ano. Na outra ponta, a movimentação de atletas gerou receita bruta de R$ 106,9 milhões no primeiro semestre — praticamente o dobro dos R$ 54,5 milhões do mesmo período do ano anterior.

Déficit no semestre e caixa

O clube encerrou o primeiro semestre com déficit de R$ 33,8 milhões, mesmo tendo registrado superávit de R$ 30,1 milhões no segundo trimestre. O resultado foi puxado pela amortização contábil de R$ 192,4 milhões dos novos contratos, um efeito contábil sem saída de caixa.

A dívida líquida com atletas encerrou o segundo trimestre em R$ 304 milhões. Junho terminou com R$ 127,8 milhões de caixa livre consolidado — R$ 89,8 milhões sob gestão direta do clube e o restante com a Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela gestão do Maracanã. Houve redução de R$ 63,9 milhões em relação ao fim de 2025. Em nota no balanço, o Flamengo afirma que "o caixa permanece em um patamar seguro para a continuidade da operação".

Já o endividamento operacional líquido fechou o período em R$ 280,2 milhões, uma queda de R$ 207,9 milhões em relação ao pico registrado em 31 de março deste ano.