O incêndio que atingiu a vegetação da Serra do Curral, em Belo Horizonte, exigiu cerca de seis horas de combate do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). O fogo começou às 10h30 da sexta-feira (31) e só foi controlado por volta das 16h30, quando as equipes passaram a monitorar a região.

Vinte e um militares atuaram na ocorrência. Os focos mais intensos se concentraram nas proximidades do Mirante da Caixa d'Água, e os bombeiros usaram um drone para acompanhar o avanço do fogo e planejar a atuação das equipes em solo. Segundo a corporação, ventos fortes dificultaram o trabalho: as chamas ganharam força e se espalharam pela vegetação.

Quarenta ocorrências em um único dia

O incêndio da Serra do Curral não foi o único. Só no dia 31 de julho, o Corpo de Bombeiros foi acionado para 40 ocorrências de incêndio em vegetação em Belo Horizonte. Além da serra, houve chamado no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha.

No balanço fechado entre as 6h de sexta-feira e as 6h de sábado (1º), a corporação informou ter combatido e extinguido 18 incêndios em lotes, matas e áreas naturais no perímetro urbano da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de atender a outros 35 chamados de menor gravidade no mesmo período.

Belo Horizonte concentrou nove desses incêndios — três na regional Pampulha, dois na Norte, dois na Nordeste, um na Centro-Sul e um na Noroeste. Betim e Contagem tiveram três cada; Lagoa Santa, Mateus Leme e São Joaquim de Bicas registraram um caso cada. Ao divulgar os números, o CBMMG informou que não havia mais nenhuma ocorrência ativa de incêndio em vegetação na região metropolitana.

O que os bombeiros recomendam

Para reduzir o risco, o Corpo de Bombeiros orienta não queimar lixo nem vegetação seca, descartar corretamente pontas de cigarro e manter o terreno limpo nas proximidades de edificações. Focos de incêndio devem ser comunicados pelo 193.