O Banco Santander anunciou nesta quinta-feira (30) uma oferta pública voluntária de permuta (OPA) pelas ações do Santander Brasil que a matriz espanhola ainda não possui — cerca de 10% do capital social da subsidiária brasileira. A operação pode alcançar R$ 11,17 bilhões, o equivalente a aproximadamente 1,908 bilhão de euros.
Hoje o grupo espanhol controla cerca de 89,8% do Santander Brasil, por meio das holdings Sterrebeeck B.V. e Grupo Empresarial Santander S.L. O free float — a fatia em circulação no mercado — está em 10,2%.
Como funciona a troca
Quem aceitar a oferta não recebe dinheiro: recebe papéis da matriz. A relação é de 0,2028 BDR ou ADS do Banco Santander para cada ação ordinária ou preferencial do Santander Brasil, e de 0,4056 BDR ou ADS para cada unit (SANB11) ou ADS da instituição brasileira.
A relação de troca embute um prêmio de 15% sobre o preço de fechamento de 30 de julho. Se todos os minoritários aderirem, o Santander emitirá cerca de 156 milhões de novas ações, o equivalente a aproximadamente 1,1% do seu capital social atual.
A oferta é voluntária e não exige um piso mínimo de aceitação dos investidores.
O que muda para quem tem SANB11
O banco afirma que não busca a deslistagem da B3: o Santander Brasil permanecerá listado na bolsa brasileira, mas a expectativa é de que passe a ter menos liquidez. Nos Estados Unidos, as ADSs negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE) poderão ser deslistadas, dependendo do resultado da oferta por lá.
Pelas contas do próprio banco, a operação deve aumentar o lucro por ação em cerca de 0,5% a partir de 2028 e elevar o valor patrimonial tangível por ação em aproximadamente 0,6%, com impacto neutro sobre os índices de capital.
Ana Botín, presidente-executiva do Santander espanhol, afirmou que a operação "reforça a estratégia de simplificação do grupo e o compromisso de longo prazo com o Brasil". Em comunicado, o banco declarou que "a transação evidencia a confiança do Santander no potencial de sua subsidiária brasileira e permite que acionistas do Santander Brasil se tornem acionistas de um dos grupos financeiros mais fortes e rentáveis do mundo".














