O principal motivo para negócios fecharem ou darem prejuízo é a falta de planejamento financeiro, segundo o gerente do Sebrae Minas Ricardo Pereira. No programa Cidade É, da TV Sim Brasil, ele afirmou que muitos empreendedores abrem a empresa sem plano de viabilidade econômica, cálculo de risco ou taxa de retorno definida.

O erro mais comum antes de abrir o negócio

Segundo Pereira, quando uma empresa fecha ou tem prejuízo, a causa costuma estar no planejamento, e não nos fatores externos citados pelos próprios donos, como juros altos ou concorrência.

"Você tem um grande sonho de montar um negócio, mas você não fez um plano de viabilidade econômica, você não fez um plano de negócio", afirmou Pereira.

"Você não calculou o risco, você não fez a taxa de viabilidade, a taxa de retorno", completou.

Segundo ele, é comum usar recursos como fundo de garantia e verba de rescisão contratual para abrir o negócio dos sonhos, o que exige ainda mais cautela.

"Errar rápido, errar com pouco, não investe todo o seu dinheiro em um único sonho, sem primeiro fazer todo tipo de análise", recomendou.

Crédito bancário costuma ser negado no início

Pereira também alertou para uma expectativa comum entre novos empreendedores: contar com crédito logo no início do negócio. "É muito comum a pessoa falar que está com dificuldade do negócio porque não tem acesso ao crédito", disse.

"Antes de abrir o negócio, você dificilmente vai ter acesso ao crédito, porque hoje os bancos, com a maioria dos dados que têm tudo automatizado, fazem uma análise de performance", afirmou.

Segundo ele, essa análise normalmente exige um balanço patrimonial do último ano, documento que uma empresa recém-aberta ainda não tem.

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Antes de abrir o negócio, ele recomenda mapear o mercado. "Quais são os meus canais de comercialização, quem são meus clientes, para quem que eu vou vender, são perguntas que a gente tem antes de abrir o negócio", disse.

Pereira sugeriu ainda começar pequeno e testar a ideia antes de investir todo o capital disponível, no formato que o mercado chama de MVP.

"A gente chama do MVP, que é o mínimo produto viável, não necessariamente você vai botar muita grana no negócio. Você vai testar, lidar com o mercado", explicou.

"O risco tem que ser calculado. Quando você calcula o risco, você consegue minimizar o risco", resumiu Pereira.

Para isso, segundo ele, o Sebrae oferece cursos e mentorias gratuitas, entre elas a plataforma Sebrae Play, que reúne uma trilha voltada à chamada economia prateada, direcionada a empreendedores de 50 anos ou mais.

Ele afirmou ainda que a maior demanda de quem já está no mercado é por conhecimento financeiro e de marketing digital. "A grande demanda que a gente tem hoje é do aspecto financeiro e marketing digital", disse.