Especialistas ouvidos pela TV Sim Brasil afirmam que a inteligência artificial não deve substituir o contato humano no empreendedorismo, mesmo com a tecnologia avançando rápido. Para o gerente do Sebrae Minas Ricardo Pereira, o consultor Flávio Santos e a empresária Cássia Barbosa, o diferencial de quem empreende depois dos 45 anos segue sendo a experiência humana.
"Veio para ficar": como lidar com a inteligência artificial
Pereira afirmou que os próximos dez anos tendem a mudar mais do que os últimos cinquenta, citando avanços tecnológicos que já são realidade em outros países. "Tem coisas acontecendo na China, em outros países, que lá já chegou o futuro. Ele vai chegar aqui", disse.
Segundo ele, boa parte do público de 50 anos ou mais está tendo o primeiro contato com ferramentas de inteligência artificial agora.
"Eu tenho escutado muito gente com 60, 60 e poucos anos que estão tendo a primeira vez se relacionando com a inteligência artificial. Veio para ficar", disse.
Segundo ele, o caminho é estudar a ferramenta em vez de temê-la. "Entenda, esmiúce, apreenda. Ela pode te ajudar em produtividade, pode ajudar em escalabilidade. Tudo que uma máquina pode fazer, ela vai fazer", afirmou.
Pereira recomendou cautela apenas quanto ao volume de informação buscada. "Não se assuste. E nem busque informação de tudo. Tenta qualificar, porque você não tem que saber de tudo que está acontecendo", disse.
Contato humano segue sendo diferencial, avaliam especialistas
Pereira também apontou uma demanda crescente por contato humano nesse cenário de mudança tecnológica. "Existe uma grande necessidade de humano agora", afirmou.
Ele citou como exemplo o interesse de jovens por máquinas fotográficas antigas. "Vocês estão vendo jovens aí que estão com saudade de coisas que não viveram", disse.
"A máquina fotográfica para imprimir ali no papel, vocês já viram, é um febre entre os jovens agora, é comprar aquela máquina fotográfica, eles não viveram", completou.
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Pereira mencionou ainda a expansão de livrarias físicas como sinal da mesma tendência. "Tem livrarias abrindo, abrindo livrarias físicas. O livro nunca se vendeu tanto", afirmou.
Para o consultor empresarial e professor da Faminas Flávio Santos, a tecnologia ajuda a organizar informação, mas não substitui a relação direta com o cliente.
"A inteligência artificial, os prompts, ajudam a gente a canalizar, tem uma melhor informação. Mas o final é o olho no olho", disse.
Santos afirmou perceber um movimento de volta ao contato pessoal. "Uma geração que está cansada de rolar a tela, não quer mais esse mundo, quer mais um contato", disse.
Barbosa, que administra a empresa de gastronomia Mimos, afirmou que a inteligência artificial deve seguir sob controle humano. "Ela veio mesmo para ficar. Só que ela vai dominar sobre o nosso olhar, sobre o nosso comando", disse.
Ao comentar um evento que sua empresa organizou para funcionários de uma empresa de tecnologia, Barbosa resumiu sua visão sobre o valor do contato humano. "O que é amor? Amor se chama atenção. Tudo que você dá atenção é amor", afirmou.






























