O Ministério Público Eleitoral contestou 41 registros de candidatura em Minas Gerais para as eleições de 2026, e mais de 37% dos casos envolvem candidatos com condenação criminal que os torna inelegíveis, segundo balanço divulgado pelo órgão nesta quinta-feira (24).
O levantamento aponta outros motivos para a contestação:
- Falta de desincompatibilização de servidores públicos dentro do prazo legal
- Condenação por improbidade administrativa
- Rejeição de contas pelo Tribunal de Contas da União (TCU)
- Cassação de mandato de vereador
- Destituição de cargo em comissão
- Idade mínima insuficiente para o cargo
- Problema de filiação partidária
- Omissão na prestação de contas de eleições anteriores
Entre os candidatos contestados por condenação criminal em Minas está o ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos), que tenta uma vaga na Câmara pelo estado. O TRE-MG indeferiu o registro dele por unanimidade em 3 de setembro, e o caso agora está no TSE.
Uma candidatura contestada sai da disputa na hora?
Não necessariamente. O pedido de impugnação não retira o nome do candidato da corrida eleitoral de forma automática: a Justiça Eleitoral precisa analisar cada caso antes que qualquer efeito valha.
Enquanto o recurso não é julgado, o candidato segue disputando a eleição normalmente.
Dos 41 candidatos questionados em Minas, dois já comprovaram afastamento legal dos cargos que ocupavam e tiveram o pedido de impugnação rejeitado.
Em todo o país, o MP Eleitoral contestou 974 registros de candidatura nas eleições de 2026. São Paulo lidera o ranking, com 557 casos. Minas Gerais aparece na terceira posição entre os estados com mais impugnações.
O total de candidaturas contestadas no país já havia passado de 1.020 em levantamento anterior, divulgado em 15 de setembro, o que mostra que o número de casos muda conforme os processos avançam.
Nem toda análise do TRE-MG termina em barreira. Em setembro, o tribunal confirmou a candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo do estado, líder isolado nas pesquisas.
O que acontece agora
O recurso de Eduardo Cunha está com o TSE, sem data de julgamento marcada. As candidaturas seguem no sistema enquanto os recursos tramitam, e o resultado final de cada impugnação pode sair só depois da eleição, em 4 de outubro.





























