As internações por insolação e desidratação em Araçatuba (SP) subiram 48% neste ano, de 60 para 89 casos entre janeiro e julho, reflexo das ondas de calor no interior paulista. Motoboys e idosos estão entre os mais expostos ao risco.
O Departamento Regional de Saúde de Araçatuba registrou o salto em um ano marcado por um El Niño que altera os padrões de chuva e temperatura. A primeira onda de calor da primavera já bateu 45°C em partes do Brasil.
Quem trabalha na rua sente o efeito direto. O motoboy Gustavo de Brito, de Araçatuba, adotou mangote, protetor solar e água como rotina.
"Sempre que posso, faço uma pausa, tomo uma água para dar uma aliviada. O calor é muito forte aqui. Já cheguei a passar mal, tive baixa pressão", disse Brito.
Quem corre mais risco com o calor extremo?
Correm mais risco quem trabalha exposto ao sol e os idosos, cujo organismo tem mais dificuldade para regular a temperatura com o envelhecimento. A insolação não é só de praia: ficar muito tempo ao sol em dia quente já basta.
O risco é nacional, e recai principalmente sobre quem já é mais vulnerável.
Um estudo apontou que ondas de calor já causaram 120 mil mortes no Brasil ao longo de 20 anos, a maioria concentrada em idosos e crianças.
Como se proteger do calor extremo?
A rotina do motoboy de Araçatuba resume o que médicos recomendam para quem precisa ficar exposto ao sol: pausas regulares à sombra, hidratação frequente com água, protetor solar e roupas que cubram a pele, como o mangote.
O estudo sobre mortes por calor no Brasil reforça que sinais como tontura, pressão baixa e mal-estar, como os relatados pelo motoboy, não devem ser ignorados: são o primeiro aviso do corpo antes de quadros mais graves de insolação.





























