O elenco do América-MG decidiu voltar aos treinos normais nesta sexta-feira (25), mas recusou entrar em regime de concentração antes do jogo contra o Juventude. A decisão veio após reunião com Marcus Salum, do grupo de gestão do clube, sobre salários atrasados.
A reunião, no CT Lanna Drumond, foi a segunda da semana sobre o tema. Um dia antes, os jogadores já haviam cobrado explicações do executivo de futebol Paulo Assis, depois de cruzarem os braços num treino.
Segundo os jogadores, os salários pagos via CLT estão 2 meses atrasados, enquanto os direitos de imagem, que também compõem os vencimentos, somam 3 meses de pendência.
"Caso não haja empenho efetivo e providências concretas por parte do clube, os atletas se reservam o direito de adotar medidas mais enérgicas"
O trecho é de uma carta que o elenco divulgou à torcida nesta semana, após cruzar os braços num treino. Nela, os jogadores tentam separar o protesto da relação com o clube.
"Não se trata de uma decisão contra o América, sua torcida ou seus profissionais", diz a carta. "Queremos treinar. Queremos jogar. Queremos defender o América."
Na reunião desta quinta, Salum não deu prazo para o pagamento das dívidas, mas afirmou que o clube trabalha diariamente para resolver as pendências.
O que acontece agora
O América-MG enfrenta o Juventude pela 30ª rodada da Série B, no dia 28 de setembro, às 19h30, na Arena Independência. Os jogadores vão treinar normalmente até lá, mas sem concentração.
O time ocupa a 19ª posição da Série B, com 17 pontos, e briga contra o rebaixamento na mesma reta final em que o Vila Nova disputa a ponta da tabela.
O time também vive momento ruim dentro de campo: vem de uma derrota por 3 a 0 para o Sport.
A crise de bastidores chega junto com a pior fase esportiva do time na temporada.






























