Os candidatos ao governo e ao Senado de Minas Gerais entram nesta segunda-feira (28) na última semana de campanha antes do 1º turno, em 4 de outubro. Os concorrentes ao Senado concentram a propaganda em temas como STF, rodovias e internet.
Neste domingo (27), Alexandre Kalil (PDT) caminhou pela Feira Hippie e pela Feira de Nova Contagem. Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera as pesquisas mais recentes, visitou a Feira da Abadia em Uberaba, cidade com 538 mil eleitores, e fez carreata em Araguari.
Patrus Ananias (PT) caminhou pelo Aglomerado da Serra, na capital. Flávio Roscoe (PL) passou pelo Mercado Central de BH.
Gabriel Azevedo (MDB) visitou um produtor de queijo no Vale do Jequitinhonha. O governador em exercício, Mateus Simões (PSD), reuniu lideranças e caminhou por uma praça em Nova Lima.
Ben Mendes (Missão) não teve agenda de campanha divulgada neste domingo.
Que temas dominam a propaganda dos candidatos ao Senado?
A propaganda eleitoral dos candidatos ao Senado se divide em pelo menos quatro eixos. Aécio Neves (PSDB), Carlos Viana (PSD) e Marcelo Aro (PP) concentram as inserções no horário eleitoral em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto outros concorrentes tratam de temas distintos.
A indignação das pessoas está crescendo diariamente, e com razão.
A frase é de Aécio Neves, que integra a chapa de Kalil ao governo e já teve o apoio declarado do prefeito de BH nesta reta final.
A disputa expõe um eleitorado dividido entre quem quer confronto direto com o Supremo e quem prefere discutir estrada, crédito e golpe digital. Áurea Carolina (PSOL) dedica a propaganda à regulação de plataformas digitais, citando milhões de vítimas de golpes digitais por ano.
Domingos Sávio (PL), que em agosto já defendia discutir o impeachment de um ministro do STF, migrou o foco para o abandono federal de rodovias como a BR-381, a BR-040 e a BR-262.
Marília Campos (PT) prega diálogo e construção de consenso contra a polarização, na mesma semana em que aparece à frente na disputa pelas duas vagas. Manoel Carvalho (MDB) e Carlin Moura (Avante) mantêm mensagens já usadas nas semanas anteriores.
A disputa ao Senado por Minas Gerais tem 17 candidatos para as duas vagas e não tem segundo turno. Os dois nomes mais votados em 4 de outubro assumem o cargo.
Ao todo, o estado tem mais de 1.800 candidatos registrados para os cargos em disputa neste ano, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
O que acontece agora
O horário eleitoral gratuito e os pedidos de voto seguem até as 22h de 3 de outubro, véspera da votação. O TRE-MG já iniciou a carga de 55,8 mil urnas eletrônicas que serão usadas em todo o estado no dia 4.
Depois disso, a apuração define no mesmo dia quem fica com o governo e com as duas vagas do Senado. A disputa pelo governo pode ir a segundo turno. O Senado, não.













































