A candidata ao Senado por Minas Gerais Marília Campos (PT) defendeu nesta terça-feira (22), na Praça Sete, em Belo Horizonte, uma aliança informal de votos com o candidato Aécio Neves, apelidada de "Marécio". A estratégia mira o segundo voto do eleitor mineiro.

"Estou recebendo o voto, não só do Marcelo Aro, não só do Aécio Neves, como também de alguns candidatos da direita", disse Marília a apoiadores.

O que é o "Marécio"

O termo mistura os nomes de Marília e Aécio Neves e descreve a estratégia da petista para atrair o segundo voto na disputa por Minas. Segundo ela, isso amplia suas chances num campo político mais amplo que sua base tradicional de esquerda.

"Eu sou uma candidata que tenho uma grande parte do meu apoio na esquerda, mas como eu sou uma pessoa ampla, eu atraio o segundo voto", afirmou.

Uma disputa de 17 nomes pelo segundo voto

Minas Gerais tem 17 candidatos na disputa pelas duas vagas de senador, numa corrida que nas últimas semanas já girava em torno do apelo pelo segundo voto. Pesquisas recentes indicam Marília, Domingos Sávio e Carlos Viana tecnicamente empatados pela segunda cadeira.

A movimentação por alianças informais também aparece do outro lado do espectro: o mesmo PL que hoje disputa o governo estadual viu o deputado Domingos Sávio declarar apoio a Cleitinho nas últimas semanas.

O que acontece agora

Faltando pouco mais de duas semanas para a eleição, os 17 candidatos ao Senado por Minas devem intensificar a corrida pelo segundo voto até o fim da propaganda, quando o TRE-MG confirma o resultado da votação.