O Brasileirão 2026 chegou a 17 técnicos demitidos até a 27ª rodada, média de uma troca a cada duas rodadas. Doze dos 20 clubes da Série A já perderam o técnico pelo menos uma vez na temporada.

A demissão mais recente foi a de Léo Condé, do Remo, nesta terça-feira (15), depois de uma derrota por 2 a 1 para o Bahia. Entre os nomes que já caíram estão Jorge Sampaoli, Tite, Fernando Diniz, Hernán Crespo e Martín Anselmi.

O time que mais errou na escolha

Quatro clubes já trocaram de técnico mais de uma vez neste Brasileirão: Remo, Vasco, São Paulo e Botafogo. A Chapecoense também repetiu a demissão, com a saída de Gilmar Dal Pozzo e, depois, de Fábio Matias.

Dois casos viraram musical de cadeiras entre rivais. Fernando Diniz saiu do Vasco em fevereiro e, em abril, assumiu o Corinthians no lugar de Dorival Júnior. Cerca de 40 dias depois de deixar o Corinthians, Dorival foi contratado pelo rival São Paulo.

Tite, um dos nomes mais renomados do futebol brasileiro, foi demitido do Cruzeiro em março, após um empate com o Vasco que deixou o clube na vice-lanterna do campeonato.

O próprio Vasco também mudou de técnico mais de uma vez. Depois de Diniz, o cargo passou por Renato Gaúcho, que deixou o clube carioca em setembro e assumiu o Grêmio pela quinta vez na carreira.

A vaga em Porto Alegre havia acabado de abrir porque Luís Castro foi demitido justamente após uma virada sofrida para o próprio Vasco na Arena.

2026 está pior ou melhor que 2025?

Depende do momento da comparação. Até a 23ª rodada, 2026 tinha 15 demissões contra 17 de 2025 no mesmo ponto - dois a menos. Mas o ritmo em 2026 acelerou depois da 10ª rodada, e a diferença vem encolhendo.

Em 2025, o Brasileirão fechou o ano com 22 técnicos demitidos em 38 rodadas, dois a mais que os 20 de 2024. O recorde da era dos pontos corridos, com 20 clubes, é de 2010: 30 trocas de técnico numa só temporada.

Esta não é a primeira vez que o número de demissões vira notícia nesta edição. Em agosto, a saída do técnico do Botafogo já havia levado o campeonato à marca de 15 técnicos demitidos.

O que acontece agora

Com 11 rodadas ainda por disputar, o Brasileirão pode se aproximar do recorde de 2010 se o ritmo dos últimos meses se mantiver. Os clubes na parte de baixo da tabela são os que mais correm risco de fazer nova troca.