O Tribunal Superior Eleitoral definiu nesta sexta-feira (21) o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV para a disputa presidencial de 2026. A coligação de Lula, o PT, tem a maior fatia: 5 minutos e 31 segundos diários. O PL, de Flávio Bolsonaro, vem em seguida, com 4 minutos e 20 segundos.

Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) vão disputar a Presidência com nenhum segundo de TV ou rádio na propaganda eleitoral gratuita.

Os dois concorrem sem bancada própria na Câmara dos Deputados, a base que o TSE usa para dividir o tempo entre os partidos.

Como o TSE calcula o tempo de cada partido

O tempo é proporcional ao tamanho da bancada de cada partido na Câmara dos Deputados, eleita em 2022. Quanto mais deputados federais um partido tem, maior o espaço que ocupa nas emissoras durante a propaganda eleitoral gratuita.

A coligação Brasil Pronto para Mais, que reúne PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, PSOL e Rede em torno da candidatura de Lula, soma a maior bancada do grupo. O PSD tem 2 minutos e 2 segundos diários, e o Avante, 35 segundos.

A diferença também aparece nas inserções comerciais, os blocos curtos veiculados fora do horário eleitoral, intercalados na programação normal das emissoras. Em 35 dias, a coligação de Lula terá 433 inserções, contra 339 do PL.

A propaganda eleitoral gratuita do primeiro turno vai ao ar entre 28 de agosto e 1º de outubro, véspera da votação. O mesmo critério proporcional já havia sido aplicado pelo TRE-MG para dividir o tempo de TV dos candidatos ao Senado por Minas Gerais.

Ao todo, 13 candidatos estão registrados no TSE para a disputa presidencial. Na prática, a regra proporcional concentra a maior parte do tempo de TV e rádio em só dois partidos, PT e PL, enquanto boa parte dos demais nomes do páreo disputa espaço quase só nas redes sociais e nos debates.

O que muda para quem ficou de fora

Zema, Renan Santos e outros candidatos sem bancada própria vão disputar a eleição sem nenhum minuto de propaganda gratuita na TV aberta. Para eles, redes sociais e os debates entre candidatos passam a ser o principal caminho até o eleitor que não decide o voto pela internet.